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Polícia descobre “golpe do defunto” em Gameleira

Geral Comentários 28 de setembro de 2012

Três pessoas são acusadas de fraude da venda de materiais de construção e fornecimento de notas fiscais frias para pessoas já falecidas do município


O Ministério Público Estadual ingressou na justiça com ações contra dois funcionários da prefeitura de Gameleira e um empresário daquela cidade que, segundo investigação policial,estão envolvido com desvio de recursos públicos. A investigação feita pela polícia concluiu documentos de pessoas falecidas na cidade de Gameleira estavam sendo utilizados para fraudar processos de financiamento junto ao Banco do Povo, do governo do Estado de Goiás.
Os três envolvidos formariam uma quadrilha para a prática de crime de desvio de recursos onde – segundo os autos do Ministério Público – “foram descobertas bárbaras irregularidades nas liberações de crédito oriundas de financiamento, sendo que as mais preocupantes correspondem a liberação de dinheiro à pessoas já falecidas, posteriormente à data do óbito”.
Os créditos liberados pelo Banco do Povo são geridos pela prefeitura de Gameleira. Até agora, segundo consta, a polícia comprovou 14 casos de utilização ilegal de nomes de pessoas mortas.
O Ministério Público apurou a participação na fraude do empresário Gilberto Fernandes de Almeida, proprietário da empresa Madeireira Materiais de Construção, localizada na avenida comercial, no centro de Gameleira “que emitiu vários orçamentos e notas fiscais para os falecidos , inclusive com o dinheiro da fraude sendo depositado na conta da empresa de Gilberto da Madeireira”, de acordo com os autos.
Além de Gilberto Fernandes, os funcionários da prefeitura, Luciana Machado Teodoro e Elídio Vicente Ferreira são os principais envolvidos no caso, todos processados junto a Comarca de Silvânia.
A ação da suposta quadrilha, ainda de acordo com o MP, era muito bem planejada. Primeiramente os dois servidores municipais retiravam ilegalmente dados dos mortos na própria prefeitura. De posse dessas informações, eles preenchiam os documentos de financiamento e falsificavam a assinatura dos falecidos. Na segunda etapa, o empresário Gilberto da Madeireira criava orçamentos falsos que eram anexados ao processo para depois emitir Notas Fiscais frias. O dinheiro da fraude era depositado na conta da empresa de Gilberto da Madeireira e, na última etapa os integrantes da quadrilha dividiam o dinheiro entre si.

Autor(a): Da Redação

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