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Polícia desbarata quadrilha que falsificava cervejas

Geral Comentários 18 de julho de 2014

Grupo comprava bebidas de qualidade inferior e trocava os rótulos e tampas por outros de marcas famosas


Uma abordagem de rotina levou policias militares a descobrirem um esquema de falsificação de cervejas, que funcionava no Bairro Residencial Dom Felipe, Região Norte de Anápolis. O Sargento Pikhardt, com o apoio do Cabo Santos e do Soldado Jair, interceptou um carro Volkswagen Gol, de cor prata, em trânsito pelas ruas daquele setor. No volante, estava Eliezer Rodrigue da Silva, tendo como acompanhantes Givanildo Barbosa dos Santos, sem passagem pela polícia e Rosângelo Gonçalves da Silva, este com registro policial, incurso no Artigo 180 do Código Penal Brasileiro que trata do crime de receptação. Durante a revista no automóvel, chamou a atenção dos policiais uma grande quantidade de rótulos de garrafas de cervejas, principalmente das marcas mais caras do mercado. Durante as explicações, os envolvidos se contradisseram, o que aguçou, mais ainda, a desconfiança dos policiais. Devido a isto, com a autorização dos mesmos, os militares adentraram a casa em que eles residiam onde, para a surpresa de todos, havia uma grande quantidade de caixas (engradados) de cervejas, mais uma máquina de prensar tampas, um grande volume de rótulos de marcas famosas e outros equipamentos que sinalizavam atividade ilícita de falsificação das bebidas. O processo era rudimentar, mas permitia a adulteração das cervejas para a colocação no mercado consumidor.

Como funcionava
De acordo com o que foi apurado, o golpe consistia na aquisição de cervejas de baixo valor no mercado. Estas eram transportadas para a citada residência onde se retiravam o rótulo e a tampa originais, colando os das marcas consagradas. A cerveja falsificada (ou adulterada) era enviada para uma distribuidora que, segundo denúncias, pertence a Antônio Alves Ferreira. Este se achava ausente quando da abordagem e da investigação na casa, mas chegou, minutos depois e foi abordado pelos policiais. Ele estava acompanhado por Dagmar Rosa de Jesus, com registro de passagens pela polícia incursa nos artigos 147 (crime de ameaça) e 140 (crime de injúria).
Diante dos fatos, os militares, com os envolvidos, se dirigiram à referida distribuidora, onde constataram a veracidade das suspeitas. Os acusados foram levados ao Plantão Policial, onde se lavrou contra eles um auto de prisão em flagrante pela violação dos artigos 272 (adulteração) e 288 (formação de quadrilha). O material apreendido ficou à disposição da Polícia Civil. Durante as investigações iniciais, descobriu-se que os acusados procediam de Goiânia e estavam em Anápolis há algum tempo praticando o ato ilícito. O assunto ficou sob a responsabilidade da Polícia Civil que iniciou a montagem do inquérito para o envio ao Poder Judiciário.

Autor(a): Da Redação

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