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Polícia de Goiânia diz que caso Polyanna foi resolvido

Geral Comentários 18 de dezembro de 2010

A prisão de um suspeito de participar do sequestro, seguido de assassinato, da publicitária Polyanna Borges, em setembro de 2009, faz a polícia goianiense dar o crime como resolvido


Agentes da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores prenderam na terça-feira, 14, em Goiânia, três suspeitos de integrarem uma quadrilha que seria a responsável pelo assassinato da publicitária Polyanna Arruda Borges Leopoldino, de 26 anos, filha de tradicional família de Anápolis. Um dos integrantes do bando teria confessado a participação no latrocínio e, ainda, revelado a motivação, assim como a forma pela qual o crime foi concretizado. Trata-se de Marcelo Barros Carvalho. O acusado, mais dois comparsas, teriam roubado o carro da publicitária, um Prisma de cor preta, placas NKC-5623, de Goiânia, como encomenda de um grande receptador de Goiânia. Marcelo está preso junto com Assad Haidar de Castro. O outro preso, identificado, inicialmente, como Diango - dono de uma recuperadora de veículos na Vila Mauá -, seria o responsável por encomendar para a quadrilha, o roubo de três carros Prisma no dia em que Polyanna foi morta.
Marcelo e Assad, juntamente com Lavonierri da Silva Neiva, 24 anos, teriam rendido a publicitária na porta da Universidade Católica de Goiás, no Jardim Goiás, na manhã do dia 23 de setembro do ano passado. A publicitária teria ido à faculdade proferir uma palestra. Depois de sequestrada, ela foi levada para a região do Córrego Caveirinha, no Setor Humaitá onde, antes de ser morta com seis tiros, foi violentada sexualmente, segundo Marcelo, pelo seu comparsa Assad Haidar. Ainda, de acordo com ele, como o carro teria ficado sujo de sangue, a encomenda foi desfeita, com a orientação de que se incendiasse o veículo, o que acabou acontecendo em outra região de Goiânia.
Mortes em série
Consta que quando o caso ainda era investigado pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Lavonierri foi morto alguns dias depois de prestar depoimento sobre o assassinato de Polyanna. Relatórios da Delegacia de Investigação de Homicídios indicam que Lavonierri teria morrido em uma troca de tiros com policiais militares no Jardim Atlântico, momentos depois de roubar um Prisma na companhia de um informante da polícia, Deberson Ferreira Leandro, 27 anos. Este, também, conforme a polícia de Goiânia, foi morto no dia 17 de fevereiro, na Cidade Jardim. Ele era integrante da quadrilha de roubo de carros e era informante tanto da Polícia Militar, quanto de agentes da DEIC e da Furtos e Roubos. Foi ele quem teria levado Lavonierri para ser ouvido na DEIC e, também, quem estava com ele na emboscada que culminou na sua morte.
A versão da polícia goianiense ressalta que integra, ainda, a lista de mortos, um comparsa de Lavonierri, de nome Luciano Assis, a quem o Clio prata, usado na abordagem a Pollyana, foi repassado para que fosse escondido. Luciano tinha apenas de guardar o carro, mas foi com o veículo ao enterro do avô. Temendo que ele colocasse a quadrilha em risco, seus comparsas o teriam assassinado, no dia 23 de novembro do ano passado, no Setor Vera Cruz I.
Foi revelado, ainda, que, pouco antes de ser morto, Luciano teria sido ameaçado por integrantes do bando, por haver se exposto em público. Ele acabou entregando o carro para outro participante do grupo: Edson Pereira de Paula, conhecido como “Porquinho”. Edson foi preso dia 23 de dezembro com o carro, que também era roubado. Autuado por receptação, foi liberado dias depois e fugiu temendo ter o mesmo fim que os demais. Os policiais não sabem do paradeiro de “Porquinho”.
A Polícia Civil, em Goiânia, está dando o caso por encerrado, embora nenhum delegado, ou agente, procurado quisesse falar sobre o assunto. Também a família de Polyanna Borges não se pronunciou oficialmente a respeito do caso.

Autor(a): Claudius Brito

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