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Polícia Civil retoma a greve e cancela atendimentos

Segurança Comentários 26 de outubro de 2012

Delegacia Regional tem cela pequena que abriga dezenas de presos


Desde o dia 22, segunda-feira, a Polícia Civil paralisou praticamente todas as atividades, queixando-se do não cumprimento das propostas feitas pelo Governo do Estado. Entre 11 de julho e 29 de agosto, uma greve já havia sido registrada, com os policiais civis reivindicando de reajustes salariais e melhores condições de trabalho. A categoria alega que não se cumpriu o prometido. Através do sindicato da categoria, eles decidiram reiniciar o movimento reivindicatório. O Governo, via Secretaria de Segurança Publica, anunciou que iria enviar um projeto contemplando as reivindicações para a Assembleia Legislativa, para a apreciação dos deputados.
Conforme Divino Inácio, representante do Sindicato dos Policiais Civis em Anápolis, o motivo da greve é a quebra do acordo firmado. “Infelizmente não se cumpriu o que o governo acertou conosco. E, nem era o que nós exatamente pretendíamos, mas, mesmo assim, havíamos aceitado. Isso é lamentável”, explicou. Segundo o líder sindical, o acordo previa promoções aos policiais, ainda este ano, no mais tardar fevereiro do ano que vem. Mas, o Governo, segundo ele, resolveu estabelecer que essas reivindicações fossem atendidas, somente, em 2014. “Sendo assim, a classe se uniu e decidiu não se acomodar com a proposta”, justificou.
O sindicalista asseverou que, em toda greve se estabelece uma instrução normativa. “Vamos atender os casos de flagrante e ocorrências de crimes hediondos. Também, atenderemos as ocorrências em que se necessitar a retirada de corpo junto ao IML, ou seja, por morte violenta”. O trabalho dos policiais junto ao IML é um dos mais preocupantes, não só pela greve, mas pela falta de agentes. “O grupo é reduzido e, por este motivo, não produz como deveria. Pode ocorrer, por exemplo, de demorarmos a chegar ao local para apanhar os corpos”, comentou. Ele ainda ressalva que o trabalho normal do legista depende do auxiliar, e este é defendido pelo sindicato, pois está incluído na classe dos policiais civis embora ele seja vinculado à Polícia Técnico-Científica.
Outros problemas
A falta de estrutura física, na maioria das delegacias, é outra dificuldade enfrentada pela Polícia Civil. O delegado Alex Vasconcellos explica que o problema mais grave é na sede da Terceira Regional. “Falta espaço, tendo em vista que o local abriga a Delegacia Regional; o Primeiro Distrito Policial, a Delegacia de Apuração de Atos Infracionais; a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente - DPCA, o Grupo de Investigação de Homicídios, o Grupo de Capturas e o Setor de Inteligência, além de funcionar no local, a central de flagrantes que atende a todas as cidades componentes da 3ª D.R.P.”, relata. Além disso, existe no prédio uma pequena cela, que, constantemente é ocupada por, até, 30 presos. Isto, sem contar que não há um pátio na Cidade para a apreensão de veículos envolvidos em crimes. Estes ficam desguarnecidos na via pública e têm causado transtornos aos policiais e à população que por lá trafega.
O número de delegados, agentes e escrivães está abaixo do ideal para se atender a uma cidade do porte de Anápolis. Para o delegado Alex Vasconcellos, “muitos policiais já se aposentaram, alguns deixaram os cargos para ocuparem outras funções e não podemos nos esquecer das férias e licenças, que também afastam um grande número de policiais de suas ocupações. Infelizmente chegamos a esta situação calamitosa. Trabalhamos dentro de um estrangulamento, pois somos menos que policiais militares e temos que atender a todo o trabalho deles’ justificou.
Segundo o delegado Alex Vasconcellos, recentemente o Coronel Alexandre Elias, Comandante do Terceiro Comando Regional da Polícia Militar, declarou que é difícil se dar andamento às ocorrências porque não há policiais civis suficientes para atenderem à demanda, tanto na Cidade de Anápolis, quanto no Estado de Goiás. “É mais um motivo para que o Governo nos atenda”, concluiu.

Autor(a): Diego Bartelli

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