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Polícia desvenda morte de vigilante prisional e outros dois crimes

Cidade Comentários 09 de fevereiro de 2018

A morte do agente Eduardo Barbosa foi aleatória, mas encomendada de dentro da Unidade Prisional


A morte do vigilante prisional temporário, Eduardo Barbosa dos Santos, 34 anos, ocorrida no dia 2 de janeiro desse ano, foi encomendada de dentro do presídio, segundo apurou a força tarefa, denominada Operação Manchester, montada poucos dias após o crime, quando 80 policiais civis de Anápolis e Goiânia e mais de uma dezena de delegados de polícia cumpriram nove mandados de prisão, de buscas e apreensões para solucionar este assassinato e também do agente prisional Ednaldo Monteiro, ocorrida no mesmo dia.
Eduardo Barbosa dos Santos foi executado com 24 disparos de arma de fogo Calibre 9mm, nas imediações de sua residência, no Setor Bougainville, após o fim do seu plantão na Unidade Prisional de Anápolis e a de Ednaldo Monteiro, também no mesmo dia, quando a vítima tinha acabado de sair de uma floricultura e entrado em seu veículo, em frente ao Cemitério São Miguel, também atingido por mais de vinte disparos de arma de fogo de grosso calibre.
Em entrevista coletiva à imprensa na manhã de quinta-feira, 08, a delegada Regional Aline Vilela fez um amplo relato sobre o resultado da Operação Manchester, coordenada pelo titular da Delegacia de Investigações Criminais (Deic), Valdemir Pereira da Silva. Segundo ela, a escolha do vigilante prisional temporário Eduardo Barbosa foi aleatória e em represália a uma ação de maior rigidez na administração prisional, que culminou com a apreensão de drogas, bebidas e celulares, ocorrida no dia 29 de dezembro do ano passado.

INVESTIGAÇÕES
A delegada Regional revelou que a investigação concluiu que execução do crime foi determinada de dentro da Unidade Prisional pelos detentos Pedro Henrique Pereira da Silva e Anderson Diogo da Silva, que contrataram Bruno César de Oliveira, vulgo “Gueroba” e Wellington dos Santos Fernandes Miranda, vulgo “Santanás”, pelo valor de R$ 20 mil. Revelou, também, que por meio de auxiliares de fora do presídio, foi entregue para Bruno César e Wellington uma pistola calibre 9 mm e um veiculo VW Sapace/Fox, clonado, usados pela dupla no dia do crime.
Aline Vilela contou que no dia 2 de janeiro, Bruno César e Wellington foram para as proximidades do presídio de onde ficaram aguardando algum agente prisional sair do local. Bruno era quem dirigia o veículo e a arma ficou na posse de Wellington. A investigação revela que logo que a dupla viu um agente fardado saindo do presídio em seu veículo eles passaram a segui-lo, assassinando-o com 24 disparos de arma de fogo quando a vitima chegava à sua residência.
De acordo com a delegada regional, após o crime, levando em conta que a foto de Bruno César foi divulgada em grupos de WhatsApp como suspeito, também de dentro do presídio, Pedro Henrique , determinou a Wellington que o matasse, com a finalidade de queima de arquivo, o que foi feito no dia 5 de janeiro, com a ajuda de Islouvich Richards Salles e Clayton Silva Carvalho. Todos envolvidos estão presos na Unidade Prisional.
Durante a coletiva, a delegada Aline Vilela contou também que a esposa de Anderson Diogo da Silva também foi presa durante a Operação Manchester, por suspeita de auxiliar Wellington e Bruno César no dia do crime. Outro indivíduo, identificado como Lucas Machado Nascimento, que já se encontrava preso, teve mandado de prisão cumprida no dia da operação. Segundo a delegada, no dia do crime Lucas manteve diversas conversas com Bruno César e Pedro Henrique o que leva a policia a suspeitar que ele também teve participação no assassinato do vigilante prisional Eduardo Barbosa.

OUTRO CRIME
Apesar de ter sido criada para investigar as mortes dos dois agentes prisionais, a Operação Manchester acabou desvendando outro crime, ocorrido no dia 27 de dezembro, em um lava-jato, na Vila Jaiara. Durante as investigações ficou esclarecido que a vítima Kleber Souza Vitorino foi morta a mando de Pedro Henrique, tendo como executores Wellington dos Santos e Bruno César.
“Ainda há fortes indícios de que Pedro Henrique tenha mandado matar também Fábio Vieira Silveira, de 25 anos, ao que tudo indica por queima de arquivo”, acrescentou a delegada regional revelando que as investigações da Operação Manchester continuarão pelos próximos 30 dias, prazo das prisões temporárias, com a análise de farto material apreendido durante o cumprimento dos mandados.
Aline Vilela contou ainda que a primeira ordem de Pedro Henrique e Anderson Diogo foi para matar dois policiais militares, em uma viatura. “Como não foi possível realizar a ação, por falta de oportunidade, Wellington e Bruno receberam a ordem para matar os agentes prisionais de escoltas”, revelou a delegada contando ainda que os dois chegaram a realizar campana para atacar a escolta do dia 01 de janeiro, mas desistiram por conta das dificuldades que encontraram.” Depois disso é que veio a ordem para matar um agente prisional”, disse Aline Vilela, explicando que o as investigações sobre a morte do agente prisional Ednaldo Monteiro estão em fase adiantada, com possibilidades de ser esclarecida no andamento das investigações e análise de farto material apreendido durante a Operação Manchester.
Na coletiva à imprensa, além da Delegada Regional Aline Vilela, que fez um relato dos resultados da Operação Manchester, estavam presentes o Delegado Geral da Polícia Civil, Álvaro Cássio dos Santos; o titular da Deic, Valdemir Pereira da Silva; o chefe do Grupo Anti-roubo a Bancos, Alex Vasconcelos; o gerente de Planejamento Operacional da Polícia Civil, Gustavo Ferreira; o chefe do Grupo de Investigações de Homicídios de Anápolis (GIH), delegado Renato Rodrigues; e os delegados Clayton Lobo e Vander Coelho, ambos do GIH local. Ao final da coletiva, o Delegado Geral da Polícia Civil, Álvaro Cássio afirmou que considerou a morte dos dois agentes prisionais um verdadeiro ataque ao Estado e que as ações de segurança serão intensificadas para que não ocorra em Goiás o que está acontecendo no Rio de Janeiro, com um trabalho de equipe e muito planejamento.

Autor(a): Da Redação

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