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Polarização entre Marconi e Íris

Política Comentários 03 de junho de 2010

Muito embora a campanha oficial ainda não tenha começado e os defensores da “Nova Frente”, ancorada pelo Governador Alcides Rodrigues (PP) tenham esperanças de uma reação nas pesquisas, tudo aponta para um segundo confronto entre o senador e o ex-prefeito de Goiânia


Marconi Perillo e Íris Rezende Machado já “duelaram” uma vez. Foi em 1998 e o então jovem deputado federal, que entrou na disputa com a desistência de Roberto Balestra, acabou vencendo as eleições, derrotando o considerado imbatível candidato peemedebista. Quatro anos depois, Marconi viria a ser eleito novamente, desta feita, disputando com outro ícone do PMDB, o hoje Prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. E, se tudo caminhar como está caminhando, possivelmente Íris e Marconi se enfrentam nas urnas no próximo dia três de outubro, numa espécie de revanche, na disputa pela sucessão do Governador Alcides Rodrigues (PP), que desligou-se na chamada Base Aliada (Democratas - ex-PFL; PSDB, PTB e outros) e está “bancando” uma alternativa, com o nome do ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Vieira Cardoso (PR).
Para os especialistas, a tarefa de Vanderlan é difícil, tendo em vista o perfil e o histórico dos dois principais adversários. Ambos já foram governadores de Goiás, senadores da República e deputados estaduais, portanto, conhecendo, de sobra, a política goiana. Já, Vanderlan, embora seja dono de um currículo considerado eficiente, tem para si, apenas, o fato de significar “o novo” na política e um trabalho avaliado como bem feito, no comando político/administrativo de Senador Canedo.

Rádio e TV
Os defensores da candidatura Vanderlan, dentre eles o próprio Governador Alcides Rodrigues, admitem as dificuldades iniciais, mas apostam as fichas na campanha pelo rádio e, principalmente, pela televisão. Asseguram que “quando o povo de Goiás souber, de fato, quem é ele, vai mudar de opinião, optando por sua candidatura”. Certamente que, da mesma forma, tanto Íris, quanto Marconi, têm, também, esta filosofia de trabalho. Marconi assegura que pretende fazer um balanço e uma prestação de contas do que realizou por Goiás em dois mandatos, chamando para si a autoria da modernidade que se instalou no Estado, principalmente no setor industrial. De acordo com o senador tucano, muitos projetos que tinha em mente não foram concretizados e, assim sendo, estaria aguardando a oportunidade de sequenciar o trabalho feito quando governou Goiás.
E, o ex-prefeito de Goiânia, Íris Rezende Machado, evoca para si, as experiências consideradas, por ele, como bem sucedidas nos cargos que ocupou, inclusive como Ministro de Estado por duas vezes: Agricultura e Justiça. Indiscutivelmente, em que pese haver duas outras candidaturas (Ênio Tatico-PRP e Washington Fraga-PSOL) já que Santana Pires (PRTB) anunciou a desistência de concorrer, salvo algum fato extraordinário, a disputa fica, mesmo entre Íris e Marconi, com alguma possibilidade de uma ascensão de Vanderlan, mesmo que seja para forçar um segundo turno.

Precocidade
E, muito embora a leitura das pesquisas de opinião estejam favorecendo aos candidatos do PSDB e do PMDB, tem-se como certo que muito do que se fez até agora, não teria valido praticamente nada. “A campanha começa, mesmo, quando forem definidas as candidaturas para Presidente da República; as chapas majoritárias e proporcionais; quando os candidatos mostrarem a cara na TV e, quando forem confrontadas as realizações de um e, de outro”, justifica um dirigente do PP. Por enquanto, de acordo com o que se pode atestar, existe um esforço maior por parte dos candidatos, na busca de alianças, ou coligações, visando, principalmente, garantir maior tempo de aparição na TV e no rádio, durante o horário de propaganda gratuita, fator considerado essencial para que uma campanha seja mostrada em sua plenitude.
Há de se considerar, ainda, que, nas próximas semanas, o trabalho dos candidatos será ofuscado pela realização da Copa do Mundo, quando, mesmo que se esforce para que isto não ocorra, as atenções do eleitor estarão mais voltadas, e preocupadas, com o desempenho da Seleção Brasileira, do que com a própria eleição. Depois da Copa, ganhando ou perdendo, acende-se, novamente, a proposta eleitoral e, já será julho, faltando menos de três meses para as eleições. E é neste período que os candidatos e dirigentes políticos acreditam que poderão ganhar o jogo eleitoral.

Autor(a): Nilton Pereira

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