(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Polarização é regra geral

Política Comentários 18 de junho de 2010

O pluripartidarismo que, no Brasil, é mais teoria do que prática, de novo, está sendo ignorado na maioria dos estados. Tudo aponta para, apenas, duas candidaturas fortes


Conquista do povo brasileiro quando se vivia, no Governo Militar, o bi-partidarismo, com ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e MDB (Movimento Democrático Brasileiro) a multiplicidade dos partidos políticos, a rigor, não vem permitindo a oferta de alternativas consistentes para as disputas eleitorais, seja em nível municipal, estadual ou federal. Foram poucas as vezes, e em poucas regiões, que a disputa se dividiu em mais de dois nomes com reais chances de vencer os pleitos. E, para 2010, espera-se, praticamente, a repetição do que já foi visto em outras oportunidades. Há estados (caso de Goiás) em que os mais fortes concorrentes, de acordo com as pesquisas de opinião pública, já se enfrentaram em outras eleições, dentro do mesmo projeto.
Marconi Perillo (PSDB) e Íris Resende (PMDB) os dois nomes que lideram todas as pesquisas feitas junto ao eleitorado goiano, devem repetir a mesma disputa de 1998, quando o atual senador venceu a disputa pelo Governo de Goiás. Na verdade, se trata de continuidade, em versão regional, da disputa que se trava em nível federal. Para a Presidência da República, também, os dois nomes mais fortes até agora, representam este mesmo perfil de disputa. De um lado Dilma Rousseff que tem como padrinho o Presidente Lula, que pretende manter o Partido dos Trabalhadores no poder por mais quatro anos. E, de outro, o PSDB, com José Serra, também, muito conhecido do eleitorado nacional. A teceria candidatura, de Maria Silva (PV) ainda é vista como uma promessa, dependendo-se do desenrolar da campanha. É possível, também, que surjam outros candidatos, principalmente representando os chamados partidos “nanicos”, como ocorre em praticamente todas as eleições. Assim sendo, com a quase definição de que o Democratas irá indicar o candidato a vice na chapa de Serra e a confirmação do deputado Michel Temmer (PMDB) como candidato a vice, na chapa de Dilma, a disputa está armada.

Desdobramentos
Assim como no plano nacional, nos estados também, salvo raras exceções, a corrida às urnas terá o mesmo perfil. O que pode diferenciar é que em algumas unidades da federação, como em Goiás, mais uma vez, os candidatos à Presidência da República tenham que subir em mais de um palanque. No caso específico e Goiás, caso seja mantida a candidatura do ex-prefeito da cidade de Senador Canedo, Vanderlan Vieira Cardoso (PR), partido que apóia o Governo Lula, mas que, em tese, disputará contra outro aliado do PT, no caso o ex-prefeito de Goiânia, Íris Rezende Machado, a ex-ministra Dilma Rousseff tenha de agradar a um, sem desagradar ao outro. Isto tem explicação: em caso de um eventual segundo turno, a candidata petista vai precisar dos dois para enfrentar o adversário tucano.
Por outro lado, existe a expectativa da indicação do candidato a vice na chapa de Marconi Perillo, na disputa pelo Governo de Goiás. A tendência é de que seja um membro do Democratas, muito embora esta decisão ainda deva demorar mais alguns dias. Se isto acontecer, configura-se, também, o que já existe no plano nacional. Tucanos e democratas juntos, mais uma vez. Ainda estão no páreo, pelo menos, mais duas candidaturas ao Governo: Ênio Tatico (PRP) e Washington Fraga (PSOL). Mas, o que aguça a curiosidade do eleitorado e, dos próprios políticos, é: que benefícios, ou prejuízos, esse alinhamento poderia trazer para os candidatos? Marconi Perillo tem de aparar, ainda, algumas arestas, para contar com o apoio do Democratas e de outros partidos. Isto, em virtude do fim da chamada “Base Aliada” que funcionou em praticamente três ocasiões, permitindo duas vitórias de Marconi e uma de Alcides Rodrigues, hoje no PP, ancorando a denominada “Nova Frente”, que lançou Vanderlan Cardoso, muito embora o Governador se anuncie como aliado do Presidente Lula. É que, parte do Democratas em Goiás, ainda não se definiu pelo apoio a Marconi ou, à Nova Frente. O mesmo se pode dizer em relação ao PTB, cujos integrantes, também, estariam em dúvidas sobre qual caminho seguir, muito embora, no plano nacional, o partido esteja anunciando apoio a Dilma Rousseff.
Mas, é praticamente certo que, tanto em Goiás, quanto em outros estados, oficiosamente, os partidos,ou setores deles, façam o chamado “voto misto”, apoiando um candidato à Presidência da República de um partido e o candidato ao governo estadual da agremiação adversária. Pela legislação em vigor, isto seria ilegal. Mas, informalmente já se notam nichos de comportamentos assim. Gente que vai apoiar José Serra para Presidente e Íris para Governador. Ou, eleitores de Dilma para a Presidência e Marconi para Governador. Este comportamento tem sido mais comum do que se possa imaginar, nas últimas eleições.

Autor(a): Nilton Pereira

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

Baixe o PDF de Edições Anteriores

Arte em Propaganda Arte em Propaganda

+ de Notícias Política

Ronaldo Caiado acusa Governo de usar dados para mascarar crise do Estado

08/11/2018

O governador eleito Ronaldo Caiado (Democratas) cobrou maior transparência nos dados repassados à equipe de transição pel...

Partido realiza ação social em prol da Casa Joana

08/11/2018

O Democratas Mulher Anápolis irá realizar nesta sexta-feira, 09, a partir das 09 horas, em Anápolis, uma manhã odontológ...

Vereador exige explicações para aumento da energia elétrica em Goiás

08/11/2018

O vereador João da Luz (PHS) informou na tribuna, durante a sessão ordinária da última quarta-feira,07, que esteve em Bra...

Ronaldo Caiado terá muitos desafios para enfrentar em sua terra natal

02/11/2018

Não dá para falar que se trata de uma “herança maldita”. Mas, dá para dizer que os “gargalos” de Anápolis vão o...