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PMDB tem dissidência em Anápolis pró-Caiado

Política Comentários 09 de maro de 2017

Grupo ficou surpreso com a indicação de membro do Partido para ocupar cargo político na administração do Prefeito Roberto Naves


O PMDB de Anápolis está rachado. Um grupo, dentro do partido - que compôs com o ex-prefeito João Gomes, do PT, na campanha pela reeleição - está insatisfeito com os rumos tomados pela legenda após o pleito do ano passado. Naquela ocasião, os peemedebistas não só marcharam com o PT, como também, indicaram o vice na chapa petista, o ex-vereador Eli Rosa, presidente do PMDB anapolino.
Aliás, o descontentamento já vem de antes. O ex-vereador Sírio Miguel, um dos principais articuladores da dissidência, conta que estava no PSB e foi convidado a entrar no PMDB, com a ideia de integrar um projeto de candidatura própria do partido para a eleição de prefeito. Ele afirma que, neste propósito, se reuniu com deputados estaduais, federais e outras lideranças peemedebistas.
Sírio Miguel traça que, diante o cenário favorável, colocou-se como pré-candidato. Porém- disse ele - em determinado momento “percebi que o Diretório Estadual e o local tinham inclinação pela candidatura do, então, vereador Eli Rosa. Assim, retirei o meu nome”. Faltando cerca de 40 dias para a convenção do PMDB, segundo Sírio Miguel, Eli Rosa abriu mão da pré-candidatura e ele, novamente, se colocou à disposição.
O dissidente relata que, logo em seguida, Eli Rosa foi a Brasília, para uma conversa com o presidente estadual da legenda, o Deputado Federal Daniel Vilela e, de lá, voltou com o posicionamento de se fazer uma composição com o Democratas, que havia lançado a candidatura do ex-deputado estadual e federal Pedro Canedo. Nesta composição, o candidato à vice seria o ex-vereador Nelson Gomes, membro da executiva peemedebista.
“Isso foi numa sexta-feira. A convenção estava marcada para a terça-feira seguinte. No sábado, fomos surpreendidos com o anúncio da coligação do PMDB com o PT”, destacou Sírio Gomes, acrescentando que, até então, não havia um direcionamento neste sentido. Foi a partir daí, então, que um grupo do Partido se posicionou que continuaria caminhando com a candidatura de Pedro Canedo. O Democratas acabou saindo com chapa pura.
Sírio Miguel pondera que o grupo continua junto desde então e pretende permanecer no PMDB, embora não reconhecendo a liderança do presidente Eli Rosa. Quanto à indicação de Nelson Gomes para a Secretaria de Governo, na gestão de Roberto Naves (PTB), o dissidente peemedebista afirma que esta questão mostra claramente que o seu grupo “estava no caminho certo”, ou seja, quando apoiou a aliança que garantiu a vitória para Roberto Naves.
Ala irista
Agora, os dissidentes do PMDB anapolino estão buscando força na ala irista, cuja tendência é apoiar a possível pré-candidatura do Senador Ronaldo Caiado (DEM), ao Governo de Goiás, em 2018. Um caminho contrário à direção local, que sinaliza caminhar com Daniel Vilela, possível nome a ser lançado pelo PMDB para a disputa majoritária no Estado, com a possibilidade de apoio do PT, numa articulação envolvendo o vereador e ex-prefeito Antônio Gomide. Para Sírio Miguel, Anápolis teve um passado negro no período em que Maguito Vilela, pai de Daniel, esteve no Governo de Goiás e, na sua avaliação, a opção de um Vilela para o comando político-administrativo do Estado não seria uma boa alternativa para a Cidade. Ainda na sua avaliação, Daniel Vilela teve a oportunidade de redimir-se com Anápolis, não fosse a intervenção do processo eleitoral passado, quando orientou a legenda a integrar a aliança com o PT, em torno da candidatura de João Gomes. “Em 2012, o PMDB foi um livro de ata do PT e, em 2016, foi transformado num balcão de negócios”, disparou Sírio Miguel.
O grupo dissidente do PMDB, de acordo com Sírio Miguel, independente de participação na gestão de Roberto Naves, estará apoiando “por questão de coerência”. Ele diz que a presença de Nelson Gomes não contempla o PMDB. E, diz também que torce para que a vereadora do partido, Elinner Rosa (filha de Eli Rosa), tenha um bom mandato na Câmara Municipal.

Autor(a): Claudius Brito

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