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PM admite falha no controle de armas no Jonas Duarte

Segurança Comentários 05 de fevereiro de 2016

Apesar de reconhecer que esta forma não é mais adequada, Polícia Militar afirma que a maioria dos detectores de metais apresenta falhas frequentes


Sem utilizar detectores de metais ou outros dispositivos que possam identificar quais as pessoas que vão aos estádios assistir partidas de futebol portando armas de fogo, nos últimos anos a fiscalização em jogos do Campeonato Goiano vem sendo feita somente com revistas em torcedores, realizadas, exclusivamente, por policiais militares nas entradas do Estádio “Jonas Duarte”. “Não temos outra forma que realizar esse trabalho”, disse o comandante do 3º CRPM, coronel José Antônio Lemes Filho, ao ser informado que o repórter Djalma Júnior, da Rádio Manchester, durante a transmissão do clássico Anapolina X Anápolis, no dia 31/01, teve acesso à informação da existência de nove pessoas armadas apenas no setor de arquibancada coberta. O procedimento, segundo ele, é o mesmo também na entrada das arquibancadas descobertas.
Com a presença de um público de mais de 10 mil pessoas neste jogo, o que torna as revistas em torcedores mais vulneráveis, o subcomandante do 3º CRPM, Tenente Coronel Paulo Inácio da Silva, reconhece que esta forma de identificar quem está armado não é mais adequada. Mas, ele explica que a maioria dos aparelhos detectores de metais também apresenta falhas frequentes no seu funcionamento e ainda nas baterias, apesar de transmitir a impressão, segundo ele, para os leigos no assunto, de serem mais eficientes. Segundo o subcomandante, as revistas têm o reforço das diversas câmaras de segurança instaladas no Estádio, facilitando a visualização de pessoas armadas.
O comandante e o subcomandante do 3º CRPM garantiram que as pessoas que estavam armadas na partida entre o Anápolis e a Anapolina eram todas policiais à paisana, identificadas ao adentrarem ao Estádio, segundo explicaram, uma exigência prevista na lei 10.826/2003, que dispõe sobre registro, posse e comércio de armas de fogo. “Não digo que seja impossível, mas é difícil entrar com arma de fogo no Estádio, em dias de jogos”, acrescentou Paulo Inácio, reafirmando que é obrigação do policial à paisana dizer que está armado, revelar suas características e o seu número de registro no órgão competente. “Se deixar de fazer isso, este policial pode ser penalizado por omissão”, reforçou o subcomandante.

Controle
José Antônio Lemos e Paulo Inácio reafirmaram, também, que a Polícia Militar tem controle sobre a entrada de pessoas armadas dentro do Estádio. “Só entram armados policiais à paisana”, sustentam o comandante e o subcomandante afirmando que todos os policiais são preparados para andar armados, a serviço ou não. “Por isso, eles respondem pelos seus atos”, acrescentaram. Os oficiais explicaram que pessoas que têm porte de arma não podem comparecer ao Estádio armadas porque o documento, renovável no prazo máximo de três anos, apenas “autoriza a seu proprietário manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicilio, ou dependências desse, desde que seja ele o titular ou responsável legal do estabelecimento ou empresa”.
As duas autoridades policiais lembram que a autorização para o porte de arma de fogo é de competência exclusiva da Polícia Federal e concedida após autorização do Sistema Nacional de Armas. Lembram também que a autorização perderá automaticamente sua eficácia, caso seu portador seja detido ou abordado em estado de embriaguez ou, sob o efeito de substâncias químicas ou alucinógenas.
Paulo Inácio fez, ainda, comentários sobre os disparos de tiros contra torcedores da Anapolina após o fim do jogo, em frente ao Estádio. Para ele, o autor dos disparos não entrou no Estádio armado e deve ter deixado o revólver no interior de seu veículo, de onde efetuou os disparos. Ele reconheceu que existem falhas no sistema de segurança, mas afirmou que a Polícia Militar está trabalhando para melhorá-lo até que sejam eliminadas as possibilidades de erro.

Autor(a): Ferreira Cunha

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