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Pílula anti-HIV será distribuida na rede

Saúde Comentários 24 de maio de 2018

Anápolis é a primeira cidade do Estado a oferecer o medicamento


Embora já esteja sendo distribuído em algumas das grandes cidades do País, Anápolis é a primeira cidade do Estado de Goiás a oferecer, gratuitamente, um medicamento que previne a infecção pelo vírus HIV, destinado a pessoas enquadradas em grupo de risco que mantêm relações sexuais com frequência, mas desprotegidas. Disponível desde o último dia 15, no Posto de Saúde Ilyon Fleury Junior, no Bairro Jundiaí (antiga OSEGO) , o medicamento recebeu a denominação de PrEP, traduzido como Profilaxia Pré-Exposição.
De uso contínuo, ele evita que as pessoas expostas ao vírus HIV desenvolva a AIDS, segundo informou o infectologista Marcelo Daher, do Programa DST/AIDS da Secretaria Municipal de Saúde. Ele explicou que o PrEP é uma combinação de duas drogas, a Tenofir e a Entricitofina, da terapia que compõe a antirretroviral usado no tratamento da AIDS. Estas duas substâncias impedem a transcrição do material genético do vírus HIV, evitando que se instale nas células do corpo.
No site do Ministério da Saúde consta a informação de que estas duas drogas que compõe o PrEP inibe nas genitálias masculina e feminina a entrada do vírus HIV porque age numa determinada enzima que o vírus tem e o torna inativo. “É por essa razão que a prevenção consiste em tomar uma pílula do PrEP diariamente”, acrescentou Marcelo Daher, revelando que, em um primeiro momento, a previsão é a de distribuir o medicamento para 120 pessoas.
Daher informou que o PrEP será oferecido, apenas, para grupos considerados de risco como profissionais do sexo, homens homossexuais, mulheres transexuais, garotos e garotas de programa ou outras pessoas que, de alguma forma, possam estar expostas ao HIV. “Mas, o requisito principal para receber a medicação é o teste negativo do HIV”, acrescentou o infectologista revelando que, além de tomar o medicamento diariamente, a pessoa que entrar neste programa vai passar por um constante acompanhamento médico, com exames a cada três meses e a aconselhamento com psicólogos e assistentes sociais.

SAÚDE GRATUITA
“Faremos nessas pessoas um monitoramento frequente de todas as DST’s”, disse Marcelo Daher revelando, ainda, que todos os que forem incluídos no programa, consideradas pessoas vulneráveis, receberão também qualquer outro atendimento na área de saúde gratuitamente. “São pessoas com direito a esses serviços de saúde pública, mas que não os procuram ou que não têm acesso a eles por falta de interesse ou mesmo por serem discriminadas” acrescentou o infectologista.
Marcelo Daher acredita que só o desenvolvimento do programa é que irá definir quantas pessoas irão receber o medicamento. Segundo ele, na primeira remessa o Ministério da Saúde encaminhou apenas 10 caixas de PrEP para Anápolis. “Mas, na medida das necessidades que forem surgindo mais doses serão encaminhadas”, garantiu o infectologista revelando que a medicação tem pequenos efeitos colaterais, principalmente nas primeiras quatro semanas de uso.
“Mais importante do que isso, é que ele evita a transmissão na pessoa que usa o medicamento e também em outras com as quais ela mantém relações sexuais de risco”, frisou. O médico destacou que é importante lembrar que a estratégia de prevenção não é só tomar o comprimido diariamente, mas vincular o seu uso ao aconselhamento médico e ao monitoramento frequente de possíveis infecções.
O infectologista afirmou que Anápolis foi a primeira cidade goiana a implantar este serviço porque o Município mantém, há vários anos, um bem estruturado programa de prevenção e tratamento de DST/AIDS. Segundo ele, a Secretaria Municipal de Saúde não tem deficiências para prestar um bom tratamento de todas as doenças sexualmente transmissíveis, o que não ocorre em Goiânia e nem em Aparecida de Goiânia.
Para implantar o serviço público de Profilaxia Pré-Exposição, os governos municipais de Goiânia e de Aparecida de Goiânia se comprometeram com o Ministério da Saúde em montar uma estrutura que o programa exige, o que deve ocorrer ainda este ano, possivelmente no início do segundo semestre.

Autor(a): Ferreira Cunha

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