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Plano diretor do trânsito é prioridade

Trânsito Comentários 27 de dezembro de 2013

Situação catastrófica vivida nos últimos dias requer providências urgentes para o escoamento do tráfego urbano


Pelo que os anapolinos viveram, nas últimas semanas, não dá mais para admitir a demora na implantação de um plano diretor para o trânsito na região urbana do Município. Congestionamentos intermináveis, falta de espaços para estacionamentos, dificuldades de logística e outros problemas causados por uma cidade que cresceu acima da média e sem um planejamento viário ao longo de sua história, causam aborrecimentos a toda uma comunidade. Atrasos em compromissos, consumo excessivo de combustíveis e prejuízos financeiros em todo o comércio, foram alguns dos problemas verificados. Nos dias que antecederam o Natal foi um suplício tentar trafegar pelo centro de Anápolis no horário comercial.
É inegável que a Prefeitura está agindo, através da Companhia Municipal de
Trânsito e Transporte e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável. Mas, há um clamor popular muito forte, tendo em vista as perspectivas para o futuro. O número de veículos, hoje calculado em mais de 200 mil, vai continuar aumentado e os espaços são, praticamente, os mesmos. Além disso, a explosão demográfica que a Cidade experimenta, sinaliza para o agravamento do problema. A construção de dois viadutos (Avenida Universitária com Avenida Presidente Kennedy e
Avenida Brasil com Avenida Fayad Hanna) dá mais velocidade ao fluxo de tráfego. Mas, em setores pontuais. Esta velocidade acaba provocando afunilamento e congestionamentos algumas quadras adiante. Outro fator de estrangulamento é a presença de caminhões e carretas trafegando em horário comercial e, o mais problemático, a falta de corredores exclusivos, ou prioritários, para o transporte coletivo, solução adotada, inclusive, em cidades como Rio de Janeiro e, mais recentemente, em São Paulo. Especialistas veem nos corredores, a saída para este angustiante problema. Diante disso, a Prefeitura está agindo e tem um audacioso programa para instalar corredores para o transporte coletivo em Anápolis em curto espaço de tempo.

O projeto
O sistema de corredores para o transporte coletivo, em Anápolis, tem por base, recursos conseguidos junto ao Governo Federal, com a contrapartida do Município. Segundo o projeto, serão seis avenidas, todas elas, de grande fluxo no tráfego e que, ao seu tempo, permitirão melhor qualidade no transporte de massas, uma necessidade urgente do Município, devido ao acelerado crescimento econômico, com o aumento da população economicamente ativa e, com isso, o acúmulo de veículos nas principais vias de acesso ligando os bairros mais populosos à região central.
De acordo com a Companhia Municipal de Trânsito e Transportes são, a princípio, R$ 73 milhões liberados para as referidas obras. As avenidas São Francisco; JK; Pedro Ludovico; Universitária, Brasil e Fernando Costa/Presidente Kennedy, foram escolhidas para esta primeira etapa do projeto, tendo em vista receberem o maior fluxo de veículos diariamente na Cidade. Para a CMTT, é um trabalho de médio e longo prazos, mas os primeiros resultados já serão observados em breve, notadamente na Avenida Brasil Sul. A ideia é prolongar-se o corredor prioritário do transporte coletivo já existente ali, até à conexão com o Distrito Agro Industrial de Anápolis. A parte Norte da Avenida vai ser, também, urbanizada de forma a receber o corredor exclusivo, só que, com uma diferença. Este corredor será na faixa central da pista, um projeto bem moderno e que deixará aquela região de Anápolis com um sistema otimizado de transporte de massas.

Projeto global
A implantação do sistema de corredores para o transporte coletivo em Anápolis permitirá, ainda, a abertura de ciclovias e, de pistas para pedestres em diferentes trechos. Todo o sistema, entretanto, será ancorado pela Avenida Brasil, considerada o principal eixo econômico de Anápolis, pois, além de cortar a Cidade de ponta a ponta, ela tem, às suas margens, centenas de estabelecimentos comerciais, industriais e prestacionais de serviços, além dos poderes constituídos (Prefeitura, Câmara Municipal e Fórum Municipal), motivos suficientes para colocá-la como a via pública mais importante da Cidade. Com um sistema funcional de trânsito, a Avenida Brasil pode ser a redistribuidora natural do tráfego em toda a região central de Anápolis.
Com este sistema funcionando a contento, Anápolis entrará para a relação das cidades politicamente corretas no que diz respeito à mobilidade urbana, pois um transporte coletivo rápido e eficiente permite, dentre outras coisas, a diminuição de veículos particulares transitando nas regiões mais afetadas. Em resumo, muita gente vai optar por ir ao trabalho, ou, à escola, utilizando o ônibus.
Ainda, de acordo com a CMTT, neste primeiro momento, vai ser possível implantar o sistema sem a necessidade da desapropriação de imóveis particulares. O que ocorrerá, dentro da normalidade, é a eventual reintegração de posse de áreas públicas, ocupadas por terceiros. Mesmo assim, são casos esporádicos e que não causarão maiores constrangimentos.

Autor(a): Da Redação

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