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Piscinas representam riscos para as crianças

Geral Comentários 17 de janeiro de 2014

Confira algumas dicas do que verificar nesses locais. Brinquedos enferrujados ou danificados, por exemplo, são sinais de alerta


Janeiro é o mês das férias das crianças e muitas aproveitam o tempo livre para brincar. Por ser um momento de descontração, é difícil imaginar que na hora do lazer algo pode dar errado, mas o risco existe e é importante tomar cuidado.
Esta semana, as pediatras Ana Escobar e Renata Waksmann, que também é especialista em segurança, deram dicas do que os pais devem observar para diminuir os riscos e evitar acidentes em piscinas e parquinhos de diversão.
Um dos problemas mais comuns é que muitos pais deixam os filhos brincarem em locais com más condições, como parques com equipamentos enferrujados e danificados, fios expostos e também sem funcionários atenciosos - nesse caso, por causa da falta de condições adequadas de segurança, esses locais devem ser denunciados e interditados.
No Brasil ainda não há regulamentação para os brinquedos de parques e não existe um selo que garanta que eles seguem as orientações como existe para os brinquedos comprados em lojas, por exemplo.
Essa fiscalização cabe às prefeituras, mas nem todas seguem as normas - por isso, é fundamental que os pais saibam reconhecer os sinais de alerta e perigo para seus filhos poderem brincar com segurança.
Fora os parques, existem também os riscos na hora de nadar - de acordo com o presidente da Associação dos Fabricantes de Piscina, Nilson Maierá, o Brasil é o segundo país com mais piscinas, perdendo apenas para os Estados Unidos.
Um dos grandes problemas é que há muitas piscinas velhas com um só ralo que, mesmo com a proteção, pode não ser suficiente para evitar o excesso de sucção - nesse caso, elas devem ser interditadas imediatamente.
Por isso, a dica é que os pais se certifiquem de que a piscina tem um protetor de ralo, que evita que o cabelo ou outra parte do corpo fique preso, aumentando as chances de afogamento. Outra recomendação é que os filhos não usem joias ou bijouterias ao nadar e usem também toucas de natação para evitar que o cabelo enrosque.
Mesmo em pequenas piscinas, também existe o risco de afogamento - as bordas que ficam moles e sem fixação são um problema especialmente para crianças muito pequenas, que podem se apoiar e cair de cabeça na água.
Segundo a pediatra Ana Escobar, vale ressaltar que a criança desenvolve suas habilidades com o passar dos anos e muitas vezes elas ainda não têm o que é preciso para usar determinado brinquedo - dos 2 aos 5 anos, por exemplo, a habilidade motora e o equilíbrio ainda são limitados; dos 6 aos 9 anos, o equilíbrio melhora, mas ela ainda tem dificuldade de atenção; a partir dos 10 anos, ela já consegue melhorar suas habilidades, principalmente as meninas, como explicou a médica.
No caso do pula-pula, por exemplo, brinquedo muito comum nos parquinhos, o ideal é que só crianças com mais de 3 anos brinquem, porque é quando elas já têm maior estabilidade e conseguem entender os sinais e orientações dos pais.
Nesse caso, os pais devem também verificar se o equipamento está seguro, estável, com as molas cobertas e macias, como alertou a especialista Alessandra Françoia, da ONG Criança Segura.
Confira no quadro abaixo mais algumas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria em relação aos parquinhos de diversão:

O que observar...
No piso:
- Deve ser de borracha, madeira, cortiça, areia ou cascalho fino – materiais que absorvem impacto.
- A superfície que absorve o impacto deve se estender por 1,75 m a partir da extremidade do brinquedo.

No balanço:
- Deve ser de plástico, lona ou borracha
- A distância entre um e outro deve ser de, no mínimo, 60 cm.
- Ao redor, deve ter uma cerca a pelo menos 1,80 m de cada lado.
- Deve ser usado apenas por menores de 12 anos
- Deve ser usado apenas sentado.

No escorregador:
- É melhor que seja de plástico porque esquenta menos.
- A escada de acesso deve ter corrimão e um espaço para sentar no topo.
- Deve ter, no máximo, 1,80 m para menores de 8 anos; para maiores, a altura máxima deve ser de 2,40 m.
- Deve usar apenas uma criança por vez.
- Ela deve descer sentada, com os pés para a frente.

No gira-gira:
- Deve ter uma cerca para impedir o acesso ao brinquedo em movimento.
- Deve ter um espaço entre o brinquedo e o chão para não prender o pé.
- Deve ter um dispositivo que limite a velocidade a 5m/s a 30 rotações por minuto.
- Não deve ser usado por crianças menores de 2 anos.

No trepa-trepa:
- É recomendado para crianças entre 5 e 12 anos.
- A altura não pode ultrapassar 2 m.
- Crianças não devem colocar os pés e a cabeça entre as barras.

Autor(a): Bem Estar

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