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PIB goiano cresce quase quatro vezes mais do que o do País

Economia Comentários 15 de maro de 2013

Setor agrícola foi um dos responsáveis pelo bom desempenho. Na indústria, o destaque ficou para o setor farmoquímico, que cresceu mais de 17%


Puxado sobretudo pelo setor agropecuário, o Produto Interno Bruto (PIB) estimado de Goiás cresceu 3,8% em relação a 2011. Os números, calculados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB) e divulgados na manhã desta quinta-feira, dia 14, pelo secretário de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci, retratam o momento de forte crescimento da economia goiana, que também atingiu os setores da indústria e de serviços.
“Nós tivemos um crescimento de 3,8% em nosso PIB, que se comparado ao brasileiro (0,9%) – foi quatro vezes maior. Isso se deve, basicamente, ao aumento da produção e da produtividade do setor agrícola, que nós temos aproveitado para canalizar para as commodities e para as vendas externas, o que tem refletido em nossa balança comercial, nos números das exportações. Nós continuamos agregando valor à nossa produção industrial e tivemos também bom crescimento na área de serviços, da ordem de 3,5%. Isso revela a pujança da nossa economia e nos mostra que precisamos melhorar, cada vez mais, nossa infraestrutura para continuar tendo índices positivos”, explica Giuseppe Vecci.
Segundo o IMB, a economia de Goiás em 2012 movimentou cerca de R$ 112 bilhões, ante R$ 104,7 bilhões em 2011. Enquanto a agropecuária avançou 5,5% no ano, os setores da indústria e de serviços cresceram 3,5% cada. Em termos comparativos com os sete Estados da federação que realizam este tipo de cálculo, no último trimestre do ano passado, Goiás foi o segundo que mais cresceu (3,5%) ficando atrás apenas do Ceará (3,7%).
A agropecuária, carro-chefe da economia goiana, registrou forte alta (21%), com safra de 18,3 milhões de toneladas. Devido à demanda do mercado interno e externo, o milho foi o produto que mais contribuiu para este resultado, crescendo 43,3% no último ciclo produtivo e respondendo por um incremento de 178% nas exportações. Outros produtos que se destacaram no agronegócio goiano foram a soja (alta de 8,6% na produtividade), o feijão (7,6%) e a cana-de-açúcar (6,3%). Na pecuária, o destaque ficou por conta do aumento de 9,1% na produção de suínos e de 6,6% na de leite.

Indústria
Com 3,5% de alta acumulada, a indústria goiana obteve o segundo maior crescimento entre os estados brasileiros, ficando atrás apenas da Bahia (4,2%). Os destaques do setor foram a indústria farmoquímica (alta de 17,7%) e de minerais não metálicos (cimento, em especial, com alta de 7,1%). “O setor de alimentos e bebidas, apesar do recuo de 3,3%, voltou a crescer 19% em janeiro deste ano e dá mostras de forte recuperação”, aponta a chefe do IMB, Lillian Prado.
“É importante destacar que nosso crescimento industrial, nos últimos 50 anos, foi baseado praticamente em incentivos fiscais – que possivelmente serão uniformizados pelo governo Federal para por fim à chamada guerra fiscal. Mas, buscando se antecipar a isso, o governo já tem se reunido – com diversos setores – para traçar novas estratégias, novas políticas públicas de incentivo ao crescimento e ao desenvolvimento econômico do Estado”, salienta Vecci.
O setor de serviços também registrou alta de 3,5%, com destaque para crescimento nas atividades de transporte (14,5%), alojamento e alimentação (3,6%). O comércio varejista goiano expandiu 8,8% em 2012, com maior destaque para o segmento de livros/jornais/revistas (68,9%). “A vinda da Fnac para Goiás foi a grande responsável pelo incremento deste segmento”, disse a chefe do IMB.

Empregos
Reflexo direto do bom desempenho da economia, Goiás gerou em 2012 um total de 66.230 novas vagas formais. Estes números colocam o Estado em sexto lugar na geração de emprego (números relativos) e quarto em termos absolutos, com alta de 6,1% em seu mercado de trabalho. As exportações do Estado cresceram 27,3%, enquanto que as importações recuaram 10,54%. Com isso, a balança comercial goiana registrou um superávit de 8,18%, com US$ 7,13 bilhões.

Autor(a): Da Redação

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