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PIB e balança comercial colocam goiás em destaque no País

Especial Comentários 03 de outubro de 2014

O Estado hoje ocupa a nona posição no ranking do PIB brasileiro e tem colaborado para o superávit das exportações do País


Goiás está passando por um ciclo virtuoso de crescimento econômico desde o fim da hiperinflação em 1995. O valor do seu PIB tem duplicado a cada cinco anos e sua taxa média de crescimento é superior à taxa de crescimento nacional. Esses resultados positivos são resultado do grande potencial econômico do território goiano, mas também das políticas públicas assertivas implementadas pelo setor público estadual.
O setor industrial é o principal responsável pela dinâmica recente da economia goiana. A integração da agroindústria com a agropecuária moderna; e a emergência de novas atividades industriais nos segmentos automobilísticos e de biocombustíveis foram importantes para o crescimento sustentado do PIB estadual.
Goiás consolidou-se nas últimas décadas como um dos maiores celeiros da federação. A produção agropecuária do Estado está entre as mais importantes do país. Na agricultura, a produção de grãos estadual é a quarta maior do país. No setor pecuário, Goiás possui o terceiro maior rebanho bovino e quarta maior produção leiteira nacional.
Esses bons resultados possuem reflexos em termos regionais, Goiás ampliou sua participação no PIB da região Cento Oeste e no PIB do Brasil. Sua participação no PIB nacional que era de 2,5% em 2008 passou para 2,7% no ano de 2011. Em termos agregados, o PIB goiano atingiu o valor de R$ 111,269 bilhões em 2011, comparado com os R$ 98 bilhões de 2010, representou um incremento de R$ 13,693 bilhões, o maior incremento em termos de produto da sua história. Esses resultados fizeram com que o Estado se mantivesse na 9ª posição no ranking nacional.
Embora o PIB per capita goiano situe abaixo do PIB per capita nacional, o mesmo obteve elevado crescimento entre 2010 e 2011, saltando de R$ 16.251,70 no primeiro período para R$ 18.298,59 no segundo, isto é, um incremento de R$ 2.046,89 em termos per capita. Um dos fatores que impactam negativamente o PIB per capita goiano é a dinâmica migratória nacional que contemplou Goiás com o maior saldo migratório do país na última década.
Apesar do impacto negativo da crise internacional sobre as exportações goianas e da onda de pessimismo sobre a sustentabilidade de crescimento da economia brasileira, a perspectiva é que a economia goiana apresente crescimento em 2013. A estimativa é que o PIB atinja R$ 133,02 bilhões em 2013 e o PIB per capita chegue a R$ 20.675,16.

Balança comercial
O comércio internacional possui importância significativa no produto agregado do Estado de Goiás. Em 2013, as participações das exportações no PIB estadual atingiram 10,3% e as importações 7,1%. As exportações em particular vêm ganhando participação no PIB nos últimos anos, sendo que em 2006 elas representavam apenas 8% do produto agregado estadual.
As exportações goianas fecharam o ano de 2013 com valor de US$ 7,043 bilhões (tabela abaixo). O número representa decréscimo de 3,7% em comparação com o ano de 2012. As importações totalizaram US$ 4,840 bilhões apresentando também um decréscimo de 5,5% nessa comparação. Apesar do arrefecimento do comércio internacional por conta da crise internacional, o saldo da balança comercial goiana foi superavitário em US$ 2,203 bilhões, representando melhora no resultado de 2012, e a corrente de comércio somou US$ 11,883 bilhões.
Os principais produtos goianos exportados em 2013 foram commodities do complexo soja (US$ 2,393 bilhões ou 34% de participação), do complexo carne (US$ 1,585 bilhão ou 22,5%) e do complexo de minério (US$ 1,380 bilhão ou 18,6%). Sendo que o crescimento foi de 4,61% para o complexo soja, 8,49% para o de carnes e um decréscimo de 12,59% para o de minérios. Ainda, no complexo de carnes a carne bovina merece destaque com US$ 853,3 milhões exportados ou participação de 12,1% nas exportações, e no de minério ferroligas com US$ 519,231 milhões ou 7,4% de participação. Finalmente, o milho e seus derivados também apresentaram destaque com 10,3% de participação nas exportações com valor de US$ 722,611 milhões.
Os principais destinos das exportações goianas em 2013 foram, na ordem, a China US$ 1,946 bilhão (27,6%), Países Baixos (Holanda)US$ 797,309 milhões (11,3%), Rússia US$ 399,581 milhões (5,7%), Hong Kong US$ 317,392 milhões (4,5%), Índia US$ 243,486 milhões (3,5%), Japão US$ 240,319 milhões (3,4%), Coréia do Sul US$ 216,289 milhões (3,1%), e o Reino Unido US$ 190,052 milhões (2,7%).
No ranking da exportação por unidades da federação, Goiás é o 11º com participação de 2,9% contra uma participação de 3,0% em 2012.
Quanto às exportações por fator agregado, Goiás exportou, em 2012, 75% de produtos básicos e 25% de industrializados o que refletiu a média histórica nesse quesito.
Quanto às importações, 28,1% foram de produtos farmacêuticos o que representa US$ 1,359 bilhão, seguido de automóveis ou suas partes e acessórios com 25,3% ou US$ 1,223 bilhão.
Os municípios líderes em exportação em 2013 foram: Rio Verde com US$ 499,064 milhões (7,1%), Alto Horizonte US$ 470,801 milhões (6,7%), Luziânia com US$ 435,156 milhões (6,2%), Itumbiara US$ 381,134 milhões (5,4%), Barro Alto com US$ 339,996 milhões (4,8%), entre outros. Ainda, segundo o MDIC, os municípios de Anápolis e Catalão importaram sozinhos mais de 74% do total importado pelo Estado de Goiás, no período de janeiro a dezembro de 2013.

Autor(a): Da Redação

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