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Pessoas estão vivendo mais, mas, com doenças

Saúde Comentários 16 de dezembro de 2016

Brasileiro convive em média 10 anos com problemas como doenças cardiovasculares, dores nas costas e pescoço e AVC


Em 26 de agosto de 2015, foi divulgada na revista científica The Lancet uma análise sobre a expectativa de vida em 188 países do mundo, preparada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O levantamento, chamado de The Global Burden of Disease Study (Estudo do Peso Global das Doenças, em tradução livre), usa dados epidemológicos referentes ao ano de 2013 para estimar a expectativa de vida saudável e os anos de vida ajustados a enfermidades. Para tanto, foram usados dados publicados sobre mortalidade específica por idade, anos de vida perdidos por morte prematura e anos vividos com enfermidades e doenças. O estudo também já foi feito relativo aos anos de 1990, 1995, 2000, 2005, 2010.
Em comparação com o ano de 1990, a expectativa de vida global para ambos os sexos aumentou em 6,2 anos, indo de 65,3 para 71,5 anos. No entanto, a expectativa de vida saudável global - que considera a convivência com quadros fatais ou não e doenças crônicas, como doenças do coração e pulmões, diabetes e ferimentos sérios - subiu apenas 5,4 anos, avançando de 56,9 anos para 62,3. Ou seja, se antes a população mundial vivia, em média, 8,4 anos com alguma enfermidade, hoje esse tempo aumento para 9,2 anos. Ou seja, as pessoas estão vivendo mais, mas passam um maior tempo de suas vidas com alguma enfermidade.
No entanto, as causas desses anos passados com enfermidades mudaram. Em 1990 1,19 bilhão de casos eram relacionados a doenças de transmissão horizontal (de uma pessoa para a outra), vertical (de mãe para filhos), neonais e nutricionais. Em 2013 esse número caiu para 769,3 milhões - uma queda de 420,7 milhões de casos. Levando em conta as mudanças na população mundial nesse período, houve uma queda de 52,2%.
Uma queda menos acentuada ocorreu com os casos de anos passados com complicações causadas por ferimentos, que representa 32%, levando em conta as mudanças populacionais.
Já as doenças não-transmissíveis (como diabetes, hipertensão e AVC) aumentaram numericamente, passando de 1,08 bilhão para 1,43 bilhão - ou seja, um aumento de 350 milhões de casos. No entanto, quando os estudiosos levaram em conta o aumento populacional, perceberam que ela caiu 14,5%, uma queda bem menos quando comparada aos outros problemas.
No mundo, as principais doenças relacionadas a esses anos de vida ajustados a enfermidades são:
•1º - Doença cardíaca isquêmica
•2º - Infecções no sistema respiratório inferior (traqueia, brônquios e pulmões)
•3º - AVC
•4º - Dores nas costas e pescoço
•5º - Acidentes de trânsito
•6º - Diarreia
•7º - DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica)
•8º - Complicações de nascimento prematuro
•9º - HIV e Aids
•10º - Malária
No entanto há diferença nas doenças mais comuns em países desenvolvidos e em desenvolvimento. No primeiro grupo ainda aparecem no ranking problemas como câncer de pulmão ou na traqueia e brônquios, depressão, doenças dos órgãos sensoriais, diabetes, Alzheimer e quedas, enquanto problemas como diarreia, HIV e Aids, complicações do nascimento prematuro e malária não são tão recorrentes.

E o Brasil, como está nesse cenário?
No Brasil, os dados de expectativa de vida foram divididos entre homens e mulheres. No caso dos homens, a expectativa de vida aumentou de 65,47 em 1990 para 71,63 anos, e a expectativa de vida saudável foi de 57,76 para 62,75 anos. Ou seja, se antes os homens brasileiros viviam 7,71 anos doentes, hoje esse número aumentou pata 8,88 anos.
No caso das mulheres, a expectativa de vida já era mais alta, e continuou subindo: foi de 72,97 anos para 78,43 anos. Já a expectativa de vida saudável aumentou de 62,73 anos para 67,06. Portanto, se antes as mulheres brasileiras viviam 10,24 anos com alguma doença, hoje elas vivem 11,37 anos dessa forma.
Quanto as causas das doenças que reduzem a expectatva saudável de vida, no Brasil, considerado na pesquisa um país em desenvolvimento, as principais causas são:
•1º - Doença cardíaca isquêmica
•2º - Dores nas costas e pescoço
•3º - Violência
•4º - AVC
•5º - Acidentes de trânsito
•6º - Diabetes
•7º - Depressão
•8º - Ansiedade
•9º - DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica)
•10º - Doenças nos órgãos sensoriais.

Autor(a): Da Redação

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