(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Pesquisa mostra liderança de Anápolis na região do Centro-Goiano

Economia Comentários 28 de abril de 2012

O levantamento, entretanto, mostra outras cidades que estão despontando no cenário socioeconômico da região, influenciadas por grandes investimentos, como é o caso de Barro Alto


A Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (Segplan), através da Superintendência de Estatística, Pesquisa e Informações Socioeconômicas (Sepin), acaba de divulgar um caderno contendo os principais indicadores das regiões de planejamento de Goiás. Segundo o levantamento, os 246 municípios goianos estão distribuídos em 10 regiões, sendo que Anápolis está situada na Região Centro Goiano (eixo da BR-153), que engloba 43 municípios.
O estudo da Segplan/Sepin, de certa forma, não traz novidade em relação ao destaque e à influência que Anápolis tem nesta região, do ponto de vista social e econômico. Mas, por outro lado, é interessante notar o avanço de algumas cidades vizinhas como Goianésia; Ceres; Jaraguá; Vila Propício, Barro Alto e Rubiataba, que têm apresentado um balanço positivo em seus indicadores devido, por exemplo, a grandes empreendimentos como a mineradora Anglo American, um dos maiores grupos de mineração do mundo que aportou investimentos de cerca de US$ 1,8 bilhão, transformando o cenário econômico da região, com impacto em outras localidades, inclusive, Goianésia.
O Centro Goiano reúne o terceiro maior contingente populacional entre as 10 regiões de planejamento de Goiás, com população de 628.765 habitantes (12,6% da população do Estado) em seus 31 municípios, ficando atrás das regiões do Entorno de Brasília, que já conta com 1.065.423 habitantes num total de 19 municípios e da região Metropolitana de Goiânia, com 2.206.134 habitantes espalhados num total de 20 municípios, dentre eles Goiânia (Capital) e Aparecida de Goiânia, que são as duas cidades mais populosas do Estado. Na região do Centro Goiano, Anápolis tem, disparadamente, a maior população: 338.544 habitantes, seguido por Goianésia, 60.346 habitantes e por Jaraguá, 41,870 habitantes. Em todos os municípios, a população urbana é predominante.
Anápolis tem a menor taxa de analfabetismo na região, 5,30%. Depois vem Ceres (6,95) e Rialma (7,51%). A média na região é de 7,65%, um pouco acima da média do Estado, que é de 7,32%. Ainda foram levantados os indicadores sociais de população atendida com água tratada, esgoto e coleta de lixo. No caso do abastecimento de água, Anápolis tem um percentual de 95,30% de cobertura, entretanto, em 19 municípios na região, o atendimento já chega a 100%. A média na região é de 93,93, pouco superior à do Estado, 91,49%. Em relação ao serviço de esgoto, a maior cobertura deste benefício é em Goianésia (58,15% da população atendida), seguida por Anápolis (49,83%) e Ceres (44,92%). Neste caso, a média na região é de 37,86% contra 41,29% do Estado, uma vez que várias cidades não são sequer contempladas. E, com relação à coleta de lixo, Anápolis possui o melhor índice: 98,21%, seguido por Goianésia (94,14%) e por Ceres (93,40%). A média na região é de 91,17% e no Estado, de 91,02%.
A pesquisa SegplanSepin aponta o município de Vila Propício como o maior produtor de grãos na região do Centro-Goiano, com total de 49,6 milhões de toneladas, seguido por Uruana, 27,3 milhões de toneladas; Barro Alto, 18,8 milhões de toneladas. Anápolis vem, apenas, na sétima posição, com 13,9 milhões de toneladas. Os números do levantamento são referentes a 2010. Jaraguá tem o maior rebanho bovino (158.250 cabeças), seguido por Goianésia e Vila Propício, com 110.000 e 84.800 cabeças, respectivamente. Novamente, Anápolis está na sétima posição, com 74.000 cabeças. Jaraguá, Goianésia e Rubiataba são os maiores produtores de leite. Anápolis é o oitavo colocado.
Com relação à balança comercial, Anápolis tem a liderança na região, tanto nas exportações (US$ 254 milhões), quanto nas importações (US$ 3,169 bilhões), números referentes a 2011. No ano passado, os municípios de Goianésia e Barro Alto tiveram volumes de exportações superiores a US$ 80 milhões, números bastante significativos. Agora, as importações são muito inferiores, sendo o destaque o Município de Barro Alto, que somou pouco mais de US$ 13 milhões. As importações feitas por Anápolis fazem com que a região concentre 55,57% de todo o volume das compras internacionais goianas.

ICMSPIB
Um dado interessante revelado pela pesquisa é com relação à arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Em valor nominal, Anápolis é líder absoluto, com valor de R$ 550,2 milhões. Logo a seguir vêm Goianésia (R$ 27,7 milhões) e Ceres (R$ 18,3 milhões). O estudo acompanhou a variação ocorrida na arrecadação, entre o período de 2000 a 2011. Nesta variável, Anápolis fica na quarta posição, com crescimento de 329,59% no período. O primeiro lugar absoluto é do Município de Pilar de Goiás, que registrou uma variação na arrecadação do ICMS de 2.626%, seguido por Itapaci (731,2%) e Carmo do Rio Verde (617,15%).
O estudo trouxe, ainda, os indicadores sobre o Produto Interno Bruto dos 31 municípios da região do Centro Goiano. Anápolis aparece na frente, com PIB de R$ 8,109 bilhões, representando 76,15% da riqueza produzida na região. Em seguida vem Goianésia, com R$ 543 milhões (5,10%); Jaraguá, R$ 299,4 milhões (2,81%) e Ceres, R$ 193,6 milhões (1,82%). A riqueza é também melhor distribuída em Anápolis, que tem um PIB per capita de R$ 24.139,06 (ano). Rianápolis vem em segundo, R$ 17.466,17; Vila Propício em terceiro, R$ 16.752,19 e em quarto Barro Alto, R$ 13.340,78.
Quanto ao rendimento nominal médio mensal, a pesquisa mostra Barro Alto na primeira posição, com R$ 1.874,88; em segundo Campo Limpo de Goiás, R$ 1.281,81; em terceiro Rianápolis, R$ 1.280,66 e Anápolis em quarto, R$ 1.257,22.

Gargalos são uma ameaça ao crescimento de Anápolis
Com um crescimento econômico que a coloca em posição de destaque na região do Centro Goiano, Anápolis tem algumas ameaças que podem significar, a médio e longo prazos, uma queda desse dinamismo que a acompanha na última década.
Uma das maiores preocupações das autoridades políticas e empresariais da região é com relação à expansão do polo industrial. Atualmente, o Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) possui mais de 120 empresas em operação, abrigando o segundo maior polo de produção de medicamentos do País e uma indústria automotiva, além de plantas em vários outros segmentos como: logística e transporte; alimentação, indústria metal e uma fila com pelo menos 30 empresas aguardando áreas para fixar as suas plantas produtivas.
O assunto foi discutido recentemente na Regional de Anápolis da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), que congrega seis Sindicatos de Indústrias, juntamente com representantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Instituto Euvaldo Lodi. O evento contou com a presença de dois assessores técnicos da Federação, que trabalham num projeto denominado “Polos Industriais de Goiás”, cujo objetivo, segundo o presidente da Fieg Regional Anápolis, Ubiratan Lopes, é coletar informações que poderão subsidiar propostas de políticas públicas para contribuir com o fortalecimento dos polos industriais do Estado. Durante os debates, foi levantado que a expansão do Daia, desde o processo de aquisição do terreno até a inauguração da primeira planta, pode levar em torno de cinco anos, considerando-se a necessidade de se dotar a área de infraestrutura, ou seja, ruas asfaltadas com meios-fios e galerias pluviais; estações de tratamento de água e esgoto, energia elétrica e uma série de outros serviços necessários para que as indústrias possam se instalar. É um alerta importante, por que, até lá, a Cidade pode perder investimentos para outros municípios e, pior, se isso se pacificar como uma rotina.

Autor(a): Claudius Brito

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Economia

CDL diz que vendas tendem a reagir

14/09/2017

Com um índice inferior ao registrado no conjunto dos municípios goianos, as vendas no comércio varejista de Anápolis caí...

Corrente de comércio supera US$ 1,2 bi

08/09/2017

Dados divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior apontam que o volume de importações e...

Produção de 2017 daria para alimentar goianos por 13 anos

08/09/2017

Em 2017, a produção agrícola de Goiás alcançou 22 milhões de toneladas. Esta produção seria suficiente para alimentar...

Casa do ex-prefeito Anapolino de Faria está sendo restaurada

18/08/2017

Projetada por um dos mais importantes e conhecidos arquitetos do Brasil, Oscar Niemeyer, a casa do ex-prefeito Anapolino de F...