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Pesquisa aponta que Anápolis tem muita empresa e baixa média salarial

Economia Comentários 31 de agosto de 2012

Apesar de ser a cidade do interior do estado com maior número no Cadastro Central de Empresas, a Cidade tem uma média salarial baixa em relação a outras cidades


Dados divulgados pelo IBGE, referentes ao Censo de 2010, apontam que Anápolis é a cidade do interior com maior número de unidades no Cadastro Geral de Empresas: 8.924. Em segundo lugar está Aparecida de Goiânia (7.829); em terceiro Rio Verde (5.217) e em quarto lugar, Itumbiara (3.659). Goiânia, a Capital, tem disparado o maior número de unidades: 56.285.
Embora tenha o maior número de empresas cadastradas, Anápolis perde para Aparecida de Goiânia em número de pessoal ocupado. Conforme a pesquisa, Anápolis conta com 89.568 pessoas ocupadas, enquanto Aparecida de Goiânia tem 110.684. Rio Verde tem 47.232 e Itumbiara 26.765. Goiânia tem 622.070. O número de pessoal ocupado assalariado, também, é maior em Aparecida de Goiânia: 100.573. Anápolis vem a seguir com 79.984; Rio Verde, 42.520 e Itumbiara, 22.224.
Em relação à média salarial, o dado é mais preocupante, já que Anápolis, embora com o maior número de empresas, registra uma média de 2,6 salários mínimos. A maior média registrada pelo IBGE está no Município de Alto Horizonte: 5,6 salários mínimos. Aquela região teve um boom em sua economia, com a mineração. Também aparecem com boas médias, os municípios de Santo Antônio de Goiás (4,3), Urutaí (4,2) e Ouvidor (4,1). Já, Aparecida de Goiânia, com o maior número de pessoal ocupado, por sua vez, também tem média salarial baixa (1,9). Goiânia tem média de 3,2 salários mínimos.

Estatísticas do Cadastro Central de Empresas - 2010
Anápolis
Número de unidades locais - 8.924 Unidades
Pessoal ocupado total - 89.568 Pessoas
Pessoal ocupado assalariado - 79.984- Pessoas
Salários e outras remunerações - 1.364.560 Mil Reais
Salário médio mensal - 2,6 Salários mínimos
Número de empresas atuantes - 8.561 Unidades

Quase a metade das empresas não passa de três anos

O IBGE divulgou dados sobre a taxa de saída e entrada de empresas no País e sobre a “mortalidade” de empresas após o terceiro ano de atividade. Segundo a pesquisa, em 2010, a taxa de saída das empresas recuou 1,4 ponto percentual em relação a 2009, passando de 17,7% para 16,3%. No ano, 736,4 mil empresas fecharam suas portas. Por outro lado, 999,1 mil empresas entraram no mercado, mantendo estável a taxa de entrada (22,1%). Com isso, houve um crescimento de 6,1% (261,7 mil) no total de empresas ativas no Brasil. Em relação à sobrevivência das empresas, o IBGE constatou que após o terceiro ano de entrada no mercado (2007-2010), quase a metade (48,3%) não sobreviveu. O total de ocupações assalariadas cresceu 9,1% (2,6 milhões) de 2009 para 2010, e as empresas que entraram foram responsáveis por um milhão de novas vagas, sendo que 35,6% (364,7 mil) destas foram criadas no comércio.
Em 2010, 736.428 empresas saíram do mercado, o que representa uma taxa de saída de 16,3%, em um universo de 4.530.583 empresas ativas. Essa taxa caiu 1,4 pontos percentuais em relação a 2009 (17,7%), quando 755.154 empresas, em um universo de 4.268.930 empresas, deixaram de ser ativas. Paralelamente, a taxa de entrada se manteve estável, passando de 22,2% (946.676 empresas) em 2009 para 22,1% (999.123) em 2010. Com isso, o saldo no total de empresas ficou positivo, registrando um acréscimo de 6,1% no número de empresas (261,7 mil empresas a mais).
O número de empresas que entrou no mercado em 2010 (999.123) foi 5,5% superior ao de 2009 (946.676). A taxa de entrada de 22,1% representa que uma em cada cinco empresas em atividade em 2010 era nova. Por atividade econômica, as maiores taxas de entrada foram observadas em Construção (31,2%), Eletricidade e Gás (29,1%) e Outras atividades de serviços (28,5%).
Por sua vez, em relação às empresas que saíram do mercado, Artes; Cultura, Esporte e Recreação (20,0%). Outras atividades de serviços (19,8%) e Informação e Comunicação (19,5%) foram as atividades que apresentaram as maiores taxas de saída, bem acima da média de 16,3%.

Sobrevivência
Do total de 464,7 mil empresas que apareceram pela primeira vez no mercado em 2007, 353,6 mil (76,1%) sobreviveram em 2008; 285,0 mil (61,3%) haviam sobrevivido no mercado até 2009 e 240,7 mil sobreviveram até 2010 (51,8%). Ou seja: após três anos da entrada no mercado, quase metade (48,2%) das empresas não sobreviveu. As atividades que apresentaram as mais altas taxas de sobrevivência de 2007 a 2010 foram: Saúde Humana e Serviços Sociais (61,4%), Eletricidade e Gás (60,8%) e Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos e Descontaminação (57,4%). As menores taxas de sobrevivência foram apresentadas por Artes; Cultura, Esporte e Recreação (45,6%). Outras atividades de serviços (46,5%) e Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados (47,4%).

Autor(a): Claudius Brito

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