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Perigo ronda a BR-153 na ponte sobre o Ribeirão Antas

Geral Comentários 24 de maio de 2014

Segundo a vistoria realizada na ponte próxima ao clube Lírios do Campo, na BR-153, há diversos problemas que comprometem a sua estrutura


Atendendo a uma requisição feita pelo Ministério Público, através de ofício encaminhado pela Promotora de Justiça, Sandra Mara Garbelini, datado de 19 de março último, a Supervisão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), encaminhou resposta sobre a vistoria técnica na ponte do Ribeirão Antas, localizada no Km 438 da BR-153, nas proximidades do Clube Lírios do Campo.
Conforme matéria publicada pelo CONTEXTO, em outubro do ano passado (edição 441), com base em denúncia feita pelo vereador Jerry Cabeleireiro (PSC), a referida ponte apresentava sinais de comprometimento em sua estrutura. Na época, inclusive, a reportagem esteve no local, quando foi mostrado que as bases das pilastras da ponte estavam expostas, fora da faixa de terra e a barreira de contenção encontrava-se caída para dentro do manancial.
O engenheiro supervisor do DNIT em Anápolis, Roberto Viana de Sousa, no ofício de resposta à promotora, informou que os técnicos da unidade estiveram no local no dia 23 de setembro a fim de verificarem as condições de conservação da ponte. E que a mesma continuou sendo monitorada, “não constatando evolução da erosão no aterro, em virtude da medida preventiva de alocação de lastro de pedras como contenção do processo erosivo”.
O relatório, assinado pelos engenheiros Roberto Viana de Sousa e Juliana Simas Ribeiro, datado de 23 de setembro de 2013, descreve que a ponte possui extensão de 39,5 metros e foi construída em 2005 pela empresa Pavimax, “sendo verificado um defeito grave da referida estrutura segundo definições da norma DNIT 010/2004-PRO”. Diz ainda o relatório que não foram verificadas visualmente vibrações “consideradas representativas na estrutura da ponte”. Entretanto, aponta o documento que foram “verificados deslizamentos do arrimo em gabiões e desplacamentos nas bases, principalmente no bloco de coroamento central” e também a “perda do aterro existente abaixo do bloco de coroamento e a armadura com indícios de corrosão”.
“Segundo a empresa Loctec (consórcio responsável pela duplicação do referido trecho), foi executada, há cerca de um ano, uma complementação dos blocos de coroamento de cada estaca, visando manter o atrito lateral da estaca com o solo, pois as estacas apresentavam a parte superior solta (sem contato com o solo) devido à perda do aterro acrescentada pela água da drenagem proveniente do bueiro localizado na parte superior do arrimo”, informa o relatório.
De acordo com os técnicos, “a solução definitiva para a recuperação deverá contemplar uma nova contenção do aterro existente dos dois lados da ponte, devido ao deslizamento”. Solicitaram orientações por parte da superintendência do DNIT, “com indicações para ações de caráter de urgência, em curto prazo e enquanto não forem executadas as obras de recuperação”.
No ofício encaminhado ao Ministério Público, a unidade local do DNIT informou que o relatório da inspeção foi endereçado à superintendência e à Coordenação de Estruturas, em Brasília, onde o mesmo se encontra “em fase de estudos hidrológico, químico geotécnico e orçamentário para soluções e custos após o que, será realizada licitação para execução dos serviços”.

Autor(a): Claudius Brito

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