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Pena de serial killer ultrapassam 300 anos de prisão

Geral Comentários 26 de agosto de 2016

Ele é acusado pelas mortes de várias mulheres nas ruas de Goiânia


O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 28 anos, foi condenado na quinta-feira (25), a 26 anos de reclusão, pena que deverá ser cumprida na Penitenciária “Odenir Guimarães”, em regime inicialmente fechado, pela morte de Beatriz Cristina Oliveira Moura, de 23. A vítima foi morta logo após sair de casa para comprar pão, no dia 19 de janeiro de 2014. A sessão foi presidida pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas, do 1º Tribunal do Júri de Goiânia. Este foi o 13º julgamento do acusado. A somatória das penas impostas ao vigilante, até o momento, atinge 319 anos e 10 meses - incluídas as condenações por roubo e porte ilegal de arma de fogo. Já é, de longe, a maior condenação imposta a uma só pessoa na história do Judiciário Goiano.
Os jurados reconheceram a presença das qualificadoras do motivo torpe e da surpresa. Para o magistrado, a culpabilidade do réu ficou comprovada uma vez que ele escolheu a vítima aleatoriamente, quando esta estava desprevenida, em via pública, efetuando um disparo certeiro. Eduardo Pio Mascarenhas destacou, ainda, que, segundo o laudo do exame de insanidade mental, o acusado possui frieza emocional, tendência a manipulação e personalidade antissocial.
Interrogatório
Ao ser interrogado pelo juiz, Tiago Henrique se manteve em silêncio e não respondeu nem o nome dele. Assim, o promotor de Justiça Maurício Gonçalves de Camargos pediu que fosse exibido o vídeo do depoimento de Tiago Henrique produzido em juízo, durante audiência preliminar criminal, primeira fase do processo (formação de culpa).
No vídeo, Henrique Tiago diz que se lembra de ter passado pela avenida principal do setor onde aconteceu o crime. “Não me lembro da abordagem e de ter atingido a menina. Tinha ingerido muita bebida alcoólica. Não posso afirmar que mateia essa moça”, disse nas imagens. “Estou arrependido de tudo”, continuou.
Durantes os debates, o promotor de Justiça Maurício de Camargos se lembrou do laudo que considera Tiago Henrique como psicopata. "Ele tem uma falha de caráter. Ele não tem doença mental, é plenamente capaz de responder pelos seus atos", disse. O promotor reforçou a tese de que o vigilante é o responsável pela morte de jovem Beatriz. "A autoria está definida. Não há dúvida de que foi ele. Temos o laudo de balística que mostra que a arma apreendida com ele foi a mesma que foi usada para matar Beatriz", afirmou.
A defesa de Tiago ficou a cargo do advogado Ramon Cândido que questionou a laudo feito pela Junta Médica do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). “Não é normal falar que um sujeito desse não tem nada", argumentou.
A irmã da vítima, Lorena Eterna Oliveira Moura disse que ficou sabendo da morte de Beatriz após receber a ligação de uma prima. “Ela foi comprar pão e não voltou mais. Era uma menina maravilhosa, era só amor. Cuidava dos meus avós, do meu sobrinho. Ela viva para os outros", completou. (Fonte: Centro de Comunicação Social do TJGO)

Autor(a): Da Redação

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