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Pela segunda vez, empregos formais fecham mês com saldo negativo

Economia Comentários 23 de agosto de 2018

Anápolis fechou 197 postos formais de emprego em julho, ante 401 em junho. Demissões na Hering podem ter influenciado


Pelo segundo mês consecutivo, o mercado de trabalho, em Anápolis, apontou saldo negativo entre admissões e desligamentos e interrompeu um ciclo de criação de postos de empregos com carteira assinada que era positivo desde o início do ano. De acordo com os últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, em julho Anápolis fechou 197 postos formais de trabalho, um número que representa o resultado de 2.646 admissões e 2.843 desligamentos.
Em junho, o saldo negativo foi ainda maior. Naquele mês, foram fechadas 401 vagas. Foram 2.675 admissões e 3.076 desligamentos. Nos meses anteriores o saldo positivo se iniciou em janeiro, com 399 vagas abertas; outras 378 em fevereiro; 414 em março, 285 em abril e 119 em maio, situação que se inverteu em junho e que se repetiu em julho. Mesmo assim, no acumulado do ano Anápolis já gerou 1.595 em 2018.
Os dados mostram que, entre os 2.646 trabalhadores admitidos, 2.297 foram para o reemprego, 230 para o primeiro emprego, três reintegrações e 116 por contrato com prazo fixo de validade. Já entre os 2.843 desligamentos, 1.807 foram demitidos sem justa causa; 36 por justa causa, 616 a pedido dos próprios trabalhadores e nenhuma por morte. A estatística mostra, ainda, que por atividade econômica, o setor que mais desempregou em julho foi o de serviços, com 143 desligamentos, seguido pelo comércio, que fechou 39 vagas; a agropecuária com outros 09 demissões, a indústria de transformação e a construção civil, ambos com menos 08 vagas e o de serviço, com menos 06 vagas.
No Posto de Atendimento do SINE, a coordenadora Milene Souza Mota, informou que o número de atendimentos para pedidos do seguro desemprego está mesmo em alta no Município. De um total de 9.108 atendimentos feitos em julho, 1.690 foram de pedidos de seguro desemprego. Ela acredita que outro fator que vem contribuindo para o fechamento de vagas no mercado de trabalho local se deve à paralisação das atividades da Hering, que estaria transferindo a fábrica de confecções que funciona no DAIA para Goianésia. Os números sobre esta decisão da Hering serão, ainda, maiores nos dados do CAGED do mês de agosto, divulgados somente na segunda quinzena de setembro.

Ranking
Entre os 36 municípios goianos com mais de 30 mil habitantes, 22 tiveram saldo positivo e outros 14, negativos. Com as 197 vagas extintas, Anápolis ficou na terceira posição entre os que mais fecharam postos formais de trabalho em julho, perdendo, apenas, para Formosa, que teve saldo negativo de 377 vagas e Mineiros, com outras 299. Pela ordem, vêm a seguir os municípios de Uruaçu (-50); Morrinhos (-28); Novo Gama (-23); Jaraguá (-14); Porangatu (-14); Santa Helena de Goiás (-14); Posse (-12); Valparaíso (-09); Rio Verde (-07), Senador Canedo (-04) e Niquelândia (-03).
Já entre os municípios com saldo positivo, a liderança ficou com Goiânia (1.897), seguida por Cristalina (1.014); Caldas Novas (278); Jataí (167); Santo Antônio Descoberto (94); Luziânia (89); Itaberaí (77); Águas Lindas (71); Aparecida de Goiânia (49); São Luiz dos Montes Belos (35); Iporá (33); Catalão (30); Planaltina (25); Minaçu (21); Quirinópolis (18); Itumbiara (15); Goianésia (13); Cidade Ocidental (13); Goianira (12); Trindade (08), Inhumas (06) e Goiatuba (02). Juntas, estas 36 cidades admitiram 38.772 pessoas e demitiram outras 35.853, números que resultaram em um saldo positivo de 2.919 novos empregos formais.
Em todo o País, Goiás foi a quarta unidade da Federação que mais gerou postos de trabalho em julho, com 4.118 novas vagas. A liderança ficou com São Paulo (15,3 mil vagas), seguido por Minas Gerais (10,3 mil) e Pará (3.500 vagas). Por outro lado, a liderança de saldo negativo ficou com o Rio Grande do Sul (-2.657), seguido pelo Rio de Janeiro (-1.001) e Pernambuco (-111).
O Sudeste foi a região do País que mais gerou vagas de trabalho com carteira assinada em julho, com um saldo positivo de 24.023 novos postos, seguida pelo Centro-Oeste, com 9.911, Nordeste, com 7.163 e Norte, com 6.635. O Sul foi a única região com saldo negativo, com 413 vagas fechadas. Em todo o País, o mercado de trabalho registrou em julho a criação de 47.319 novas vagas com carteira assinada, um dado que mostra uma reação após o fechamento de 661 vagas no mês anterior.

Autor(a): Ferreira Cunha

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