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Pedro Sahium, absolvido pela Justiça, desabafa

Política Comentários 14 de junho de 2014

Ex-Prefeito diz que está aliviado com a decisão da Justiça e que tem a certeza de que cumpriu com o seu dever


O, hoje, professor Pedro Sahium (sem partido) foi absolvido, em sentença proferida pela Juíza de Direito, Edna Maria Ramos da Hora, no processo em que era acusado de improbidade administrativa por conta da celebração de um contrato de ampliação do Mercado do Produtor. Na época, a Prefeitura cedeu, por comodato, uma área de cerca de três mil metros quadrados, que se encontrava em parte do estacionamento do Ginásio “Carlos de Pina”, para a construção de novos boxes. A cessão da área foi para o construtor Alecir Reginaldo, sem que tenha sido realizado o processo licitatório. Agora, o próprio Ministério Público, que foi o autor da denúncia, recomendou o arquivamento. “Foi uma vitória dupla”, assinalou Sahium.
Em entrevista ao CONTEXTO, Pedro Sahium relatou que a sentença da magistrada e a posição manifestada pelo MP, demonstram que “não houve irregularidade, não houve desvio e não houve enriquecimento ilícito”. Conforme assinalou, com ele, foram também “absolvidas” todas as pessoas que, na época, trabalharam fora do Mercado do Produtor de forma precária e passaram a trabalhar em melhores condições dentro do recinto. “Não foi o Prefeito, não foi o Alecir que se beneficiou, foram os boxistas e a população, porque o Mercado do Produtor serve à Cidade”, enfatizou.
O ex-prefeito disse que, em função desse processo, teve os seus direitos políticos cassados, foi multado e teve “assassinada” a sua reputação. “Felizmente, teve um desfecho maravilhoso, embora tenha me causado muita tristeza”. Ele observou que essa decisão do Judiciário, por outro lado, o motivou a trazer à luz, alguns fatos relacionados à sua passagem pela Prefeitura. Um deles, fez questão de ressaltar, diz respeito ao balanço dos restos a pagar. De posse do relatório de gestão fiscal do último quadrimestre de 2008, que foi apresentado pelo Prefeito Antônio Gomide (PT) e por sua equipe em 2009, o saldo de restos a pagar que era de R$ 50,8 milhões baixou para R$ 1,9 milhão. “Além de reduzir a dívida, nós deixamos uma disponibilidade de caixa de R$ 20 milhões; deixamos os salários dos servidores e dos aposentados em dia; deixamos o sistema de arrecadação a todo vapor com três unidades do Rápido inauguradas e em funcionamento. Hoje, eles estão pintados de vermelho, mas eram azuis e quem fez fomos nós”, frisou.
Sahium destacou, ainda, que seu governo deixou a Planta de Valores Imobiliários atualizada, permitindo a estabilidade da arrecadação, sobretudo, no que concerne ao IPTU. “Fizemos o Plano Diretor, sob a batuta do nosso secretário Haroldo Duarte e a Agenda 21, com o Fábio Maurício. Esses projetos também foram fundamentais para alavancar as finanças da Prefeitura”, apontou, dizendo, ainda, que as pessoas não gostam muito de se lembrarem do passado, mas reportou que quando assumiu, no final de 2003, o então Chefe de Gabinete, Cláudio de Paiva apresentou um relatório “de arrepiar o cabelo de qualquer administrador ou político”, no qual estava descrita a seguinte situação: mais de 03 mil fornecedores em atraso, num valor estimado de R$ 60 milhões; 05 folhas do funcionalismo em atraso, mais um complemento da folha de julho; atraso no pagamento, num total de mais de R$ 350 mil; atraso na folha dos aposentados e da saúde; atraso no Banco de Horas da Polícia Militar e a Fundação Jamel Cecílio, com sete meses de atraso e uma dívida de mais de R$ 1,8 milhão que rendeu uma ação na Justiça. Além disso, citou o atraso de três meses na locação de veículos que serviam à Prefeitura; atrasos nas contas de telefone de mais de R$ 1,2 milhão; atraso nos pagamentos da Celg, de mais de R$ 18 milhões e a documentação da Prefeitura espalhada por quatro cantos, inclusive, num depósito do Estádio “Jonas Duarte”.

Desafio
“Naquela época, fui abordado pelo arquiteto da Prefeitura, hoje aposentado, o Carlos Roberto dos Santos, que me dizia para não pegar a Prefeitura porque não tinha conserto. Eram palavras realistas, mas aquilo me soou como um desafio e fomos adiante”, narrou, dizendo que dois anos depois, conseguiu colocar em dia as folhas salariais dos servidores ativos e dos aposentados e pensionistas, bem como negociar e pagar as dívidas de telefone, energia e do INSS. “Com isso, tivemos até uma homenagem de destaque como Prefeito Previdenciário”, emendou Sahium.
O ex-prefeito ressaltou que o seu Governo não se limitou a pagar contas e realizou algumas obras que, em sua opinião, foram muito importantes para Anápolis, como o caso da duplicação e a urbanização da Avenida Brasil Sul, que conforme fez questão de dizer, foi iniciada na gestão de seu antecessor, Ernani de Paula, mas terminou na sua, com o apoio dado Governo do Estado.

Obras
“Em 2007, nós tivemos participação na vinda da Hyundai para Anápolis, um trabalho que foi liderado por Ridoval Chiareloto (à época secretário estadual de Indústria e Comércio), que foi um homem que também teve a sua reputação assassinada por calúnias que não eram verdades, mas Anápolis ainda vai reconhecer a sua importância, que fez com que o DAIA desse certo”, pontuou Pedro Sahium, dizendo que faz essa declaração com tranquilidade, “porque não estou filiado a nenhum partido, não posso e não quero ser candidato e estou muito feliz trabalhando como professor na Faculdade Raízes”.
O ex-prefeito disse que é preciso fazer justiça aos fatos. Segundo ele, recentemente, deparou-se com uma propaganda dizendo que o Viaduto “Nelson Mandela” é uma das obras mais importantes dos últimos 50 anos em Anápolis. “Isso é brincar com a inteligência das pessoas”, ponderou, citando que há muitas obras importantes, como o Hospital de Urgências, que veio preencher uma lacuna importante no sistema de saúde do Município, que teve quase uma dezena de hospitais fechando as suas portas. “O viaduto é importante, sem dúvida. E eu não quero tirar o mérito do Governo do PT, a cidade está mais bonita, tem praças e parques bonitos. Mas não precisa apagar a luz dos outros para fazer a luz própria brilhar”, avaliou Sahium.
Ele lembrou, também, que foi na época de seu governo, que ocorreu a doação da área para o IFET (hoje IFG, Instituto Federal de Educação- Câmpus Anápolis). “E, nem fui convidado para a inauguração”, lamentou, dizendo que da mesma forma, a sua administração doou área para a Receita Federal. Sahium discorreu que durante a sua gestão, foram construídas e entregues nove escolas municipais e, na época, o Município ganhou um prêmio nacional em reconhecimento à qualidade da merenda escolar. Disse ainda que foi reformado o Teatro Municipal, o Ginásio Internacional “Newton de Faria”, com o trabalho do Miguel Squeff e restaurado o Museu Histórico. “Com a insistência da professora Evangelina Pacheco, construímos uma sede própria para o Conselho Municipal de Educação. O Coronel Gladstone deu um endereço para a Companhia Municipal de Trânsito e Transporte e iniciou um grande trabalho nesta área de trânsito. Nós fizemos, com a secretária Maria Candinha, na Fazenda, um trabalho para aumentar o IPM (Índice de Participação dos Municípios), num total de 110 ações que foram impetradas e contempladas pela Procuradoria, o que permitiu um incremento de receita para os dois anos seguintes, de 2009 e 2010, já fora de nossa gestão, então, foi um trabalho que também deixamos com a nossa equipe, assim como o Código Tributário e a implantação da CIP (Contribuição de Iluminação Pública), que foi muito combatida pela oposição, mas que foi mantida devido a sua relevância”, acentuou Pedro Sahium.

Choque de gestão
Outro ponto, destacou o ex-prefeito, foi o choque de gestão que, na época, diminuiu de 11 para 06 o número de secretarias e que reduziu para menos de 400 o número de servidores comissionados. Sendo que, hoje, subiu para 16 o número de secretarias e passou de mil, o número de comissionados. Ele lembrou que deixou, ainda, outras realizações importantes, dentre elas o Centro de Convivência dos Idosos, os CAPS (Centro de Apoio Psicossocial), dentre várias outras. “Estou feliz, acho que esse momento de reconhecimento (a absolvição no processo do Mercado do Produtor) me trouxe essa oportunidade de trazer à memória o que fizemos”, reforçou, acrescentando que tem se mantido à distância da política partidária, mas não da vida da Cidade.

Autor(a): Claudius Brito

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