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“Pedras nos rins” acometem cerca

Saúde Comentários 22 de janeiro de 2010

Cálculo ou litíase urinária, popularmente conhecidos como pedras nos rins, acometem quase 18 milhões de brasileiros. Podem atingir homens e mulheres desde a infância até a velhice, porém, com maior incidência entre 20 e 45 anos.


Algumas pessoas são formadoras esporádicas de cálculos enquanto outras apresentam o problema com maior frequência. Os cálculos podem se formar nos rins e também na bexiga. Uma vez nos rins, os cálculos podem permanecer assintomáticos, silenciosos ou causarem obstrução, infecção, dores (cólicas) e até perda de função do rim. Quando na bexiga levam a sangramento miccional, dores, infecções e até obstrução urinária.

Múltiplos mecanismos podem estar envolvidos no seu aparecimento. Alguns aspectos merecem destaque:

• pouca ingestão de água - o que deixa a urina muito concentrada;
• aumento dos sais minerais na urina por excesso de ingestão de sais ou aumento de sua eliminação na urina
• diminuição dos fatores urinários de proteção contra cálculos => citrato (encontrado nos sucos cítricos).

Outros fatores
• genéticos - vários formadores de cálculos em uma mesma família;
• dietéticos - excesso de carnes vermelhas, sal de cozinha e oxalato (chocolate, amendoim/nozes/castanhas, chá mate, chá preto e os refrigerantes tipo cola);
• sedentarismo (falta de atividade física) - faz os ossos perderem cálcio;
• clima - no calor perdemos mais líquidos no suor, deixando a urina muito concentrada;
• distúrbios metabólicos => defeitos do metabolismo do cálcio, ácido úrico, cistina e oxalato;
• obesidade - favorece a formação de cálculos de ácido úrico;
• miscelânea - alterações anatômicas das vias urinárias, infecções urinárias, hiperplasia da próstata, bexiga neurogênica, alterações das glândulas paratireóides, etc.


Tratamentos

O tratamento é orientado pelo urologista, e poderá ser clínico ou cirúrgico.
Cálculos pequenos têm grande chance de serem eliminados espontaneamente e requerem apenas analgésicos, líquidos e acompanhamento médico.

Cálculos maiores podem ser fragmentados com a Litotripsia Extra Corpórea (LECO). É hoje o tratamento mais realizado em nosso meio. Trata-se do “bombardeamento” cuidadosamente direcionado do cálculo urinário, feito por aplicações de ondas eletromagnéticas. O paciente não necessita de internação, o procedimento é normalmente realizado com leve sedação ( sem anestesia ) e não há cortes (incisão). Porém, as indicações são específicas e há casos que devem ser tratados por outros métodos.

Outra importante opção é a retirada do cálculo por via endoscópica, através de aparelhos de fino calibre, introduzidos pela uretra e que percorrem praticamente todo trato urinário. Porém, é necessário internação e anestesia para a realização deste tratamento.

Felizmente, hoje a cirurgia tradicional (com corte) é um procedimento reservado para poucos pacientes. Mas lembre-se! O médico urologista é o mais indicado na escolha da terapêutica ideal para o doente.



* Rodrigo Fernandes é titular da Sociedade Brasileira de Urologia. Atende na UROGEN - Centro Médico INGOH. Av. Contorno, 523 – Centro - Anápolis

Autor(a): Rodrigo Fernandes

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