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Patrulha Maria da Penha inibe a violência contra as mulheres

Polícia Comentários 09 de maro de 2017

Estatística fechada no final de dezembro mostra que a prática de violência contra a mulher caiu de 609, em 2015 para 503, em 2016, o que representa uma queda de 106 registros ou de 17,4%


Funcionando em Anápolis há pouco mais de um ano, a Patrulha Maria da Penha já tem números para mostrar que a violência doméstica e familiar contra a mulher foi reduzida depois que este projeto foi implantado no Município, no dia 2 de fevereiro de 2016. De acordo com a comandante da Patrulha, cabo PM Daiane Holanda, tomando por base os registros feitos na Polícia Militar antes de sua instalação, em 2015 foram 609 ocorrências, contra 503 em 2016, o que representa uma redução de 106 registros ou uma queda de 17,4%.
“É uma queda significativa e que comprova que a instalação da Patrulha Maria da Penha em Anápolis vem inibindo a violência doméstica e familiar contra a mulher”, comemora a cabo Daiane Holanda mostrando outros números sobre as ações da Patrulha, no período entre 02 de fevereiro de 2016 até 31 de dezembro do mesmo ano, quando os números de sua primeira estatística sobre o seu desempenho foi fechado.
Segundo ela, em 2016 o ano foi fechado com 1.864 atendimentos diferenciados, representados por 53 ocorrências registradas, 440 visitas solidárias para mulheres que têm medida protetivas asseguradas e 589 visitas comunitárias. Neste período, foram feitas também 202 ações de apoios policiais, quando uma equipe acompanha as vítimas até suas residências ou quando elas decidem deixar o lar ou o agressor é obrigado a sair, 209 monitoramentos, 349 averiguações realizadas com base em denuncias feitas através do aplicativo WhatsApp, pelo número 190 ou pelo celular 99939-9581, além de 13 flagrantes.
A comandante da Patrulha reconhece que alguns desses números são baixos, mas os justificam explicando que é muito comum as mulheres agredidas desistirem de levar adiante as denúncias contra seus agressores. No entanto, esclareceu que em situações em que as mulheres agredidas apresentam lesões aparentes elas e os agressores são levados à Central de Flagrante para a adoção de providências legais cabíveis.
Central de Flagrante
“Nessas situações, mesmo que as mulheres agredidas desistam de registrar uma ocorrência ou se neguem a nos acompanhar, o seu encaminhamento e também do seu agressor à Central de Flagrantes não depende mais da vontade delas”, acrescentou a cabo Daiane Holanda. Ela acredita que em apenas um ano de funcionamento a receptividade ao trabalho da Patrulha é muito boa. “Hoje as mulheres já sabem que podem contar com o apoio e a orientação da Patrulha”, disse a comandante revelando elas já sabem, também, que podem contar com a Patrulha Maria da Penha em qualquer situação que necessitam.
A Cabo Daiane lembrou que esse projeto é uma ação integrada das forças de segurança pública com o objetivo de promover atendimento qualificado às vítimas de violência contra a mulher, apoiando o cumprimento de medidas protetivas de urgência, previstas na lei 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha. Além de todas as ações já mencionadas, a comandante informou que a Patrulha faz também o encaminhamento de mulheres agredidas para o Centro de Referência da Mulher, mantido pela Prefeitura de Anápolis, onde recebem tratamento psicológico e orientação de advogados e de outros profissionais, caso seja necessário.
Nas situações em que a mulher agredida necessitar de um abrigo, disse que a Patrulha Maria da Penha providencia o seu encaminhamento para o Centro de Valorização da Mulher (Cevam), em Goiânia, onde elas permanecem até que lhes sejam oferecido apoio familiar ou de amigos. Cabo Daiane disse que a estrutura da Patrulha conta com uma viatura e duas equipes, cada uma composta de um casal de policiais. Para ela, a presença de uma mulher policial facilita a aproximação com as vítimas de agressão.
Ela contou, por último, que a maioria das ocorrências é de agressão contra as mulheres, uma situação, segundo a cabo Daiane, que ocorre praticamente todos os dias. “Mas, muitas mulheres ficam inibidas ou com receio de denunciarem os seus agressores”, revela a comandante da Patrulha explicando que por essa razão que é grande o número de visitas solidárias e comunitárias. Segundo ela, estas visitas inibem a ação dos agressores e criam uma percepção de que a Patrulha está sempre presente nas comunidades, monitorando a situação.

Autor(a): Ferreira Cunha

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