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Parque Onofre Quinan tem “problemas de repasse do Governo Federal”

Cidade Comentários 04 de outubro de 2014

Jornal Contexto verificou junto à Prefeitura o andamento das obras de canalização do Ribeirão Antas. De acordo com o ex-secretário Clodoveu Reis, “se o repasse for feito agora, imediatamente, há a possibilidade, depende da chuva, de terminar a obra ainda neste ano”. Empreendimento está orçado em R$ 25 milhões, por meio do PAC 2, provenientes do Ministério das Cidades.


O Jornal Contexto trouxe, na sua última edição, mensagem enviada via Facebook pela leitora Juliana Fernandes Campos, que relatou atraso nas obras de canalização do Ribeirão Antas, nas proximidades do Parque “Onofre Quinan”. O fato estaria gerando transtornos para a população local, como dificuldades para o acesso aos bairros próximos. Em resposta ao pedido de Juliana, que solicitou uma reportagem sobre o caso, o Contexto procurou a Secretaria de Obras, Serviços Urbanos e Habitação para verificar os motivos do atraso.
“Há algum problema de repasse do Governo Federal. Se o repasse for feito agora, imediatamente, há a possibilidade, depende da chuva, de terminar a obra ainda neste ano”, informou o, então, secretário da Pasta, Clodoveu Reis Pereira. Este empreendimento, conforme informou, faz parte das ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do Governo Federal, e está orçado em R$ 25 milhões, provenientes do Ministério das Cidades.
Sobre o motivo de atraso no repasse das verbas, Clodoveu Reis foi enfático: “De um modo geral, às vezes a burocracia. E, a gente tem cobrado junto à Caixa Econômica Federal. Há uma explicação da Caixa que ainda deve ser repassado neste ano. A Caixa Econômica Federal está nos ajudando a buscar esse recurso. O próprio prefeito, João Gomes, tem feito ação junto ao Ministério das Cidades para que este recurso seja liberado o mais rápido possível e que isso não traga nenhum prejuízo”. A Caixa é o agente financeiro da obra.
Ele indica serem normais os transtornos advindos de uma obra como a da canalização do Ribeirão Antas: “Eu vejo por dois lados. Não tem como você fazer uma obra dessa magnitude, sem criar algum transtorno. É impossível isso. Às vezes você interdita, a máquina está passando. Então, os moradores da região circunvizinha, às vezes, reclamam porque a garagem dele num dia, noutro dia, fica interditada. Mas eu vejo que, de modo geral, a população está satisfeita demais. Porque era uma beira de córrego, cheia de mato”.
Para ele, “o transtorno, apesar de que a gente entende e tenta acelerar a obra, ele é inevitável. Não tem como você fazer qualquer obra no centro da Cidade, onde já existe urbanização, sem criar transtorno. Essa compreensão, ela é necessária por parte da população. Por parte da Prefeitura, a gente faz com que a obra seja mais rápida possível, dentro daquilo que você pode exigir. Existem inúmeros empecilhos que acontecem durante a execução da obra”.
“Eu sei que o cidadão que está lá, ele queria a obra rápida e que ficasse boa. Que vai ficar boa eu não tenho dúvida. Agora, a rapidez depende da técnica, depende das condições de tempo, depende de N fatores”, explicitou Clodoveu Reis. Ele enfatizou que a Secretaria de Obras, Serviços Urbanos e Habitação tem cobrado e fiscalizado, por meio da equipe de Engenharia da Prefeitura, as empresas responsáveis pela canalização. O Consórcio formado pelas empresas Fuad Rassi Engenharia, Indústria e Comércio Ltda. e pela Hollus Serviços Técnicos Especializados Ltda., ganhador do processo de licitação, está à frente da obra. Ele entende que o trabalho do consórcio é “satisfatório”. “Até hoje, ela tem conseguido, no meu ponto de vista, atingir o objetivo. E a gente espera que continue desta forma”, salientou.
A obra está registrada no Ministério do Planejamento com o nome de ‘Desassoreamento da lagoa do Central Parque, canalização do Rio das Antas entre as ruas Engenheiro Portela e Av. José Sarney’. Para Clodoveu Reis, os transtornos momentâneos do empreendimento serão compensados pelos benefícios. “Agora eles (moradores) vão ter um local supervalorizado, em que você vai ter uma pista asfaltada, iluminada, sem enchente, sem mato. Imagina essa pista depois (que for) liberada, totalmente liberada. Vai valorizar sobremaneira”. Além disso, continuou, haverá na região uma “qualidade de vida extremamente melhor do que a que tem hoje”.
Para a realização das obras de canalização do Ribeirão Antas no referido trecho, há a necessidade de desapropriação de imóveis na região da Rua Engenheiro Portela e já existe decreto municipal para tal fim. A Procuradoria do Município informou que o valor desembolsado pelo Executivo para indenizar os proprietários das áreas desapropriadas será de aproximadamente R$ 1 milhão.

A obra
Clodoveu Reis ainda explicou alguns aspectos que envolvem a obra de canalização do córrego. “Para o futuro, eu acredito que a próxima etapa será continuar com a canalização. Isso não está agora neste contrato. O contrato agora é até a Avenida “José Sarney”. Uma caixa de areia onde vai ter uma grande acumulação de areia na entrada da Avenida, para não deixar, também, que o lago esteja comprometido. A ideia, então, é a continuação de aproveitar o Ribeirão Antas para fazer uma marginal onde você tenha duas pistas”.
“Seria uma alternativa para quem vai para o Bairro Paraíso, Vivian Parque, toda aquela região, poder sair aqui do centro da Cidade”, continuou.

Lago
O lago existente no Parque Onofre Quinan, de acordo com o ex-secretário, tem a função de contenção de cheias. “Esta é a concepção de bacia de contenção. Você espera a chuva passar e, se por acaso ela transbordar, se encher demais, ela passa. Mas, aí, a chuva que geralmente dura meia hora, quarenta minutos, já foi embora. Assim sendo, você tem uma amortização. Nós falamos que você diminui o impacto da cheia”, detalhou. “Ele (o lago) ameniza. Ameniza a enchente aqui no centro (da Cidade). Então, a função dele é fazer o que em São Paulo se chama de piscinão. Ele tem a função de amortecimento da cheia”, explicou.

Autor(a): Felipe Homsi

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