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Paralisação de serviço em ferrovia mobiliza políticos e empresários

Economia Comentários 25 de janeiro de 2018

Interrupção do transporte com container pela Ferrovia Centro-Atlântica gera preocupação no setor produtivo


A paralisação do transporte em container, feito pela VLI Logística, operadora da Ferrovia Centro-Atlântica, foi pauta de um encontro na sede do Porto Seco Centro-Oeste, ocorrido na última segunda-feira, 22, com a presença de diversas autoridades e lideranças políticas e classistas. Desse encontro saiu uma definição sobre a necessidade de se levar o problema até o Presidente Michel Temer, se for o caso, a fim de que uma resolução imediata seja tomada para se evitarem mais prejuízos à economia de Goiás e, em particular, de Anápolis.
Participaram da reunião, dentre outras autoridades, a Senadora Lúcia Vânia; o Prefeito Roberto Naves; o Secretário Estadual de Desenvolvimento, Francisco Pontes; o Vice-Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, Wilson de Oliveira; o diretor de Operações do Porto Seco Centro-Oeste, Centro-Oeste, Everaldo Fiatkoski; o presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da FIEG, Célio Eustáquio e Ademir Batista Castorino, representante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Durante o encontro, representantes de empresas como a Hamburg Sud, uma das maiores do setor no País, colocaram as dificuldades enfrentadas com a decisão da VLI de cessar o transporte com container pela Centro-Atlântica. A alegação da empresa seria a falta de demanda. Porém, no debate, levantou-se, também, que o custo não estaria atrativo, inclusive, mais caro do que o transporte pelo modal rodoviário.
De acordo com Wilson de Oliveira, é preciso que a ANTT considere as demandas de Goiás, não só em relação a este caso da VLI, mas, também, de outras concessões, como a da BR-153 (Anápolis-Porangatu), que ficou vários anos sem nenhuma obra realizada e, hoje, continua em péssimo estado de conservação causando prejuízos e mortes, e a da Ferrovia Norte-Sul, que apesar de ter sido inaugurada em 2014, ainda não está operacional, porque não se definiu o modelo de gestão e não se realizou a licitação de concessão. “Nossa logística está seriamente comprometida”, ressaltou o vice-presidente da FIEG.
“Não queremos confronto, mas que a ANTT cumpra o que está previsto na legislação”, disse a senadora Lúcia Vânia (PSB), em defesa do retorno das atividades interrompidas. O Prefeito Roberto Naves (PTB), também, foi incisivo ao dizer que a situação não pode perdurar e que é necessário fazer-se um trabalho político em Brasília, a fim de se resguardar os interesses do desenvolvimento econômico de Anápolis e de Goiás.
Na ocasião, o secretário de Desenvolvimento, Francisco Pontes, ressaltou a importância da retomada do transporte de contêineres para o desenvolvimento econômico do Estado. Segundo Pontes, o Estado tem dialogado com os empresários e está sensibilizado pelas dificuldades impostas a partir da interrupção das operações da FCA.
“São mais de 700 contêineres por mês que deixam de ser transportados através da ferrovia todos os meses. A todo momento recebemos empresários e vamos em busca de empresas que possam se instalar em Goiás, e um dos nossos principais argumentos de atração é a logística. Não queremos confronto com a VLI, mas não podemos ser omissos em uma ação que prejudica o desenvolvimento econômico de nosso Estado”, frisou Pontes.

Autor(a): Claudius Brito

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