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Para delegada, mulher que teve nádegas cortadas foi atropelada

Geral Comentários 21 de novembro de 2014

De acordo com Emilli Priscila Bailoni, da 3ª DRP, depoimento de um casal de namorados “é algo que acrescenta bastante” e “foi importante para comprovar que houve acidente”


O depoimento de um casal de namorados pode ser a peça que faltava na investigação do caso da mulher que teve as nádegas cortadas, fato que chocou Anápolis nas últimas semanas. A delegada Emilli Priscila Bailoni, da 3ª Regional de Polícia da Polícia Civil, ouviu as duas testemunhas nesta segunda-feira, 17, que informaram ter visto a mulher ser atropelada no dia 16 de agosto deste ano, por volta das 22 horas, na Avenida Pedro Ludovico, em frente à Pecuária.
Conforme informou a delegada Emilli, os dois afirmaram que “presenciaram três veículos atropelando” a moça. Após escutarem um barulho forte, do primeiro atropelamento, eles se viraram para a cena. Na sequência dois veículos passaram por cima da mulher. Ainda, de acordo com que testemunharam os dois, “ela estava muito bêbada”.
Ela pontuou que, pelo que disseram os dois, não foi possível determinar se a vítima estaria deitada ou em pé no momento da batida. “Isso eles não conseguiram ver”, relatou. “Não deu para ver se ela estava em pé ou se ela foi jogada”, continuou. Emilli Priscila ainda citou que, neste dia, a mulher deu entrada no Hospital de Urgências de Anápolis com um nome falso, que não será fornecido para a proteção da vítima. O motivo de ela não ter se identificado não foi esclarecido.
Em depoimento recente, a vítima demonstrou que “não lembra direito o que aconteceu”. O depoimento do casal de testemunhas, esclareceu Emilli, “é algo que acrescenta bastante”. Somado a este relato, está “o depoimento dos policiais militares, dos bombeiros, do pessoal do SAMU”, que estiveram no “local do acidente”. Foi relatado que havia “tecido adiposo (gorduroso) no chão” e que as roupas dela estavam rasgadas.
“Foi importante para comprovar que houve acidente”, continuou a delegada sobre os indícios apresentados. “Do que eu ouvi, fica bem especificado um acidente”, atestou. Ela ainda informou que foi solicitado ao Gabinete de Gestão Integrada do Município (GGIM) o acesso às Câmeras de Monitoramento da Avenida Pedro Ludovico. Entretanto, a delegada disse que não há o registro do atropelamento. Os vídeos gravados pelas câmeras dos comércios locais, também, não gravaram o ocorrido. A mulher está internada no Hospital Geral de Goiânia (HGG), onde se recupera de uma cirurgia de enxerto nas nádegas.

Autor(a): Felipe Homsi

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