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Pais e alunos voltam à rotina depois das férias

Comportamento Comentários 06 de fevereiro de 2010

As escolas de Anápolis iniciaram, esta semana, o ano letivo de 2010.Neste período, os pais devem ficar atentos para que a criança obtenha o máximo de proveito das aulas. Para isso, algumas dicas são importantes


A volta às aulas é um período de mudanças para muitas crianças. Nessa época, elas saem da liberdade proporcionada pelas férias e recomeçam a rotina das aulas, tarefas e atividades pedagógicas da escola. É importante que os pais fiquem atentos para auxiliarem os filhos em atividades básicas, como a preparação dos materiais escolares, alimentação e os momentos de lazer.
Sueli Maria de Melo, pedagoga especializada em gestão educacional e secretária-geral de uma escola do município diz que “nas férias a criança volta para o colo dos pais. Então ela gosta daquele aconchego, do zelo que os pais têm. Quando volta às aulas, é um rompimento, ela não quer abrir mão desse aconchego”.
Uma das principais dificuldades encontradas por pais e filhos nesse período de retorno às atividades escolares é a dificuldade que muitas crianças têm de se separar dos pais nos momentos das aulas. São vários os casos de alunos que têm crises de choro antes de entrarem para a sala.
É importante, porém, que os pais não se deixem influenciar pela tristeza inicial que a separação pode proporcionar. A insistência é importante nesse momento para se evitar que as crianças deixem de comparecer às aulas por causa das saudades. “Quanto antes o pai entregar o filho à escola nesses momentos de choro, melhor. Isso faz com que a adaptação seja facilitada”. Afirmou Sueli de Melo.
Quanto ao trabalho desempenhado pelos pais, é importante que eles acompanhem cada passo das crianças. Isso faz com que o rendimento dos alunos seja intensificado e garante que sejam identificadas as principais dificuldades. Além disso, é proporcionado um ambiente maior de interação entre a escola e a família.
Nesse sentido, quanto antes for iniciado o trabalho de adaptação dos filhos com relação à rotina escolar, mais fácil será o processo. Nesse sentido, Sueli aconselha que seja feito um trabalho de conscientização. “Antes de a criança vir para a escola, é bom levá-la antes para conhecer o ambiente que ela vai frequentar. É preciso conscientizá-la de que estudar faz parte da vida dela”, afirma.
Os materiais escolares são importantes para a rotina das crianças, principalmente porque ajudam a organizar aquilo que é apresentado em sala de aula. Muitas escolas guardam em um departamento próprio os principais materiais utilizados pelos alunos, como lápis, borrachas e até livros e cadernos. Com relação àquilo que é trazido de casa, cabe aos pais, o auxílio aos filhos na organização dos objetos.
Em todo o processo de organização, porém, a criança deve estar presente. Sueli afirma que “a organização deve ser feita na frente da criança para que ela entenda desde cedo como é que funciona o processo. Não adianta entregar tudo pronto para ela, o ideal é a criança participar”, completa.
Em casa
A mesma regra vale para as tarefas de casa. A presença dos pais não significa que as atividades escolares devem ser feitas por eles. “O pai deve passar para a criança que ela tem que se lembrar de fazer a atividade”, afirma Sueli.
Atividades extraclasse, como esportes, aulas de línguas estrangeiras e música devem ser feitas com moderação, de maneira a não sobrecarregar a criança. O tempo livre, sem cumprimento de horários, também é importante para o desenvolvimento do aluno. Nesse sentido, é importante que sejam oferecidas atividades lúdicas, como jogos e brincadeiras.
Uma questão levantada quando o assunto é lazer é quanto ao tipo de brincadeira que devem ser oferecidas aos alunos. Com o uso cada vez mais frequente do computador e outros aparelhos eletrônicos pelas crianças, é praticamente impossível se pensar em abrir mão desse meio nas atividades lúdicas.
Para Sueli Maria de Melo, porém, é importante que a criança tenha contato também com atividades que desenvolvam o movimento, o equilíbrio e a psicomotricidade. Para isso, as brincadeiras lúdicas tradicionais que envolvam números, letras e jogos, devem ser mescladas com os jogos eletrônicos. Além disso, “é preciso estipular horários, colocar uma rotina para as crianças, para que ela sinta a necessidade de todos os tipos de atividades”.
Educação inclusiva
Crianças com necessidades especiais têm respaldo da lei na garantia da passagem para o próximo ano letivo, mesmo que não tenham alcançado desempenho semelhante aos demais alunos. As escolas são obrigadas a aprovarem essas crianças. Entretanto é preciso que os pais escolham, de maneira adequada, a instituição de ensino em que os filhos vão estudar. Com isso, consegue-se obter o maior desempenho de alunos em condições de déficit de atenção, por exemplo.
Para a pedagoga Sueli Maria de Melo, “é preciso ter uma atenção especial com essa criança, tentar suprir as necessidades dela”. Devem-se respeitar as condições em que esses alunos se encontram e procurar maneiras de fazer que o seu desempenho seja elevado ao máximo. “A criança inclusiva, como todos nós, tem um limite. Deve-se trabalhar até onde vai o limite dela, sem causar sofrimento para ela”.
Alimentação e saúde
É comum a presença de nutricionistas nas escolas para o acompanhamento da alimentação das crianças. Nesse sentido, procura-se estabelecer um cardápio balanceado, que leve em conta as especificidades dos alunos. É importante que sejam oferecidos todos os tipos de nutrientes, evitando-se, assim, problemas como a desnutrição ou mesmo a obesidade.
Algumas instituições fazem o acompanhamento do peso e da altura dos alunos e informam aos pais caso elas apresentem baixo peso ou sobrepeso. Nessas situações, o preparo dos alimentos é adequado à condição da criança, com a adoção de uma dieta especial.
Da mesma maneira, para as crianças com restrições alimentares é importante a adequação do cardápio da escola. Para alunos que necessitam de dietas especiais devido às condições de saúde, o lanche servido é diferenciado. É o caso dos que apresentam resistência ao açúcar e derivados do leite. Sueli afirma, entretanto, que “essas crianças não devem ser tratadas com diferença em relação às outras”. Para isso, devem-se estabelecer maneiras para que ela não se sinta excluída por causa de sua condição.
Ainda com relação ao acompanhamento da saúde das crianças, uma das grandes preocupações dos pais é quanto ao aparecimento de surtos de doença, como catapora e caxumba. Algumas medidas preventivas são adotadas, como a observação de qualquer irregularidade no corpo ou no próprio comportamento da criança. Dessa maneira, pode-se encaminhar os alunos acometidos para casa, evitando-se a proliferação de vírus e bactérias.
Sueli afirma, ainda, que algumas doenças chegam a mudar a dinâmica das escolas. “A gripe suína, por exemplo, mudou a rotina de todo mundo. As escolas adotaram o uso do álcool, sabão, papel e toalhas descartáveis, além do sabão líquido para a limpeza em sala de aula”.
Dicas para acompanhar a volta às aulas dos seus filhos
• Acompanhar as crianças desde o primeiro dia de aula
• Ajudar a criança na criação de rotinas
• Fazer as atividades junto com a criança, e não no lugar dela
• Estabelecer atividades de lazer para os filhos
• Ajudar a criança a organizar os materiais escolares
• Procurar escolas que se adequem às condições de seu filho
• Verificar aparecimentos de alterações no corpo da criança

Autor(a): Da Redação

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