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Pais buscam tratamento com células tronco para bebê

Geral Comentários 10 de julho de 2015

Pequeno Daniel nasceu com paralisia cerebral e os seus pais buscam um tratamento no exterior para melhorar a sua qualidade de vida


Ainda quando era gerado no útero da Mãe, Daniel Santos Pletsch já começava a enfrentar sua batalha pela vida. Antes de nascer, o garoto que, hoje, está com dois anos e 10 meses de idade, recebeu o diagnóstico de uma encefalopatia, ou, paralisia cerebral, decorrente de toxoplasmose congênita, que mais tarde resultou em complicações como a cegueira no olho esquerdo e a paralisia no braço direito. Devido aos problemas acumulados, ele não fala, não anda e não consegue segurar nada com as mãos. Mas, durante o tempo que durou a entrevista com os seus pais, ele dormia tranquilo e tinha o rosto sereno como uma criança normal.


Há alguns meses, Eloir André Pletsch e Gisele Santos Silva Pletsch, pais do pequeno Daniel, tomaram conhecimento de um tratamento com células tronco, realizado na Tailândia, país localizado no Sudoeste Asiático, que pode proporcionar a ele uma qualidade de vida bem superior à de hoje. Desde então, iniciaram nas redes sociais, uma campanha para arrecadar dinheiro com vistas a bancar as despesas com o tratamento e a estadia. O objetivo é levantar cerca de R$ 150 mil. Desse montante, cerca de R$ 100 já está numa conta própria. Mas, falta, ainda, o restante e a família, agora, corre contra o relógio, pois se não conseguir embarcar até o final deste mês, pode ter que esperar mais, porque a conta ficaria mais cara, devido a ajustamentos no contrato e o pagamento de intérprete por conta própria.


No próximo dia 24, André e Gisele vão promover um bingo em Silvânia, onde moram com Daniel, para tentar levantar mais recursos. O evento será na Pizzaria Floresta. E, até mesmo neste momento de batalha contra o relógio, os exemplos de solidariedade continuam a aparecer. Um ciclista de Leopoldo de Bulhões, por exemplo, construiu uma bicicleta especial, que será uma das prendas do bingo.


Fora a viagem, o casal conta com a ajuda de amigos, familiares e de doadores anônimos para bancar as despesas com o tratamento de Daniel, que incluiu sessões de fisioterapia e acompanhamento com especialistas em Goiânia. Além disso, o bebê é alimentado com leites especiais que, também, custam caro, assim como a medicação que ele tem de tomar diariamente. Até o pai, André, teve de parar de trabalhar para que eles possam dar “conta do recado”. Mas, em nenhum momento, André e Gisele se mostram desanimados. Muito pelo contrário. Gisele afirma que o tratamento tem uma possibilidade de 90% de dar certo, podendo com tratamento suplementar, de longo prazo, fazer com que Daniel possa andar e ter movimento nas mãos. O que já facilitaria muito nos seus cuidados.


A mãe de Daniel relata que soube do tratamento na Tailândia, por grupos de mães que passam por situações semelhantes. E que foram elas que deram ajudaram a manter contato com o hospital de lá. A partir do contato estabelecido, os exames foram encaminhados e avaliados e veio, então, o sinal verde para a operação, com o uso de células tronco.


André ressalta que no contrato que já havia firmado, estavam correndo por conta as despesas com o intérprete. Mas, a partir do semestre que vem, o serviço terá de ser pago à parte, encarecendo, ainda mais, o custo da viagem. Daí, a pressa em conseguir, logo, o restante do dinheiro que falta. Ele também se diz confiante e, desde já agradece as pessoas que têm colaborado de uma forma ou de outra.


 


Informações


(62) 9994-8865


(André-Pai)


(62) 9611-9013


(Gisele- Mãe)


Doações


Caixa Econômica Federal


Agência: 1850 - Op.13


Conta corrente: 16964-8

Autor(a): Claudius Brito

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