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Pai e filho mataram jovem depois de bebedeira e briga

Violência Comentários 07 de junho de 2012

Vítima e acusados eram moradores de rua. Matadores confessos foram colocados em liberdade por força de lei


Com a prisão dos andarilhos José Genilton Silva, 52 anos e seu filho, André Silva, de 30 anos, a Polícia desvendou o assassinato de Eli Júnior Rodrigues, 26 anos, encontrado morto em um terreno baldio, nas proximidades do Córrego “João Cesário”, no loteamento Antônio Fernandez. Eli Júnior era sobrinho de José Genilton, portanto, primo de André, assassino confesso, e que diz não estar arrependido do crime que cometeu. Ele alegou haver matado o primo em defesa do pai, José Genilton, que vinha sendo agredido por ele. O fato aconteceu na noite de 22 de maio último, dentro de um cômodo abandonado em que o trio costumava se abrigar depois de intensas bebedeiras pelas ruas de Anápolis. No momento da prisão, ocorrida na madrugada de quarta-feira, tanto José Genilton, quanto André, estavam completamente embriagados. Ambos foram detidos na região da Avenida Universitária.
A Polícia chegou à autoria do assassinato depois de denúncia anônima. Segundo uma vizinha, quatro pessoas (os três envolvidos, mais uma mulher) chegaram ao barraco na noite do homicídio e, pouco tempo depois, somente três (dois homens e a mulher, depois identificada como companheira de André) deixaram o local. Dias depois, o mau cheiro exalado do local levou à descoberta do cadáver de Eli Júnior. Com a descrição feita pela testemunha, ficou mais fácil localizar os suspeitos que, quando presos, não esboçaram reação.
As versões
Na Delegacia, o pai, José Genilton, negou que houvesse participado do assassinato do sobrinho, mas admitiu que a autoria do crime era, sim, de seu filho André. Ele afirmou que devido às bebedeiras descontroladas, eram comuns as agressões mútuas e que na noite do crime foi despertado pelo filho que teria assumido a autoria da morte do primo. Depois disso, eles fugiram do local e ficaram perambulando pelas ruas da Cidade até serem descobertos. Já, André Silva disse que o pai ajudou, sim, na execução do delito. Ele declarou que o primo havia agredido seu pai que pedira socorro. Armado de um porrete, desferiu vários golpes em Eli Júnior que morreu na hora. Após serem ouvidos na Delegacia Geral, os dois foram liberados, tendo em vista não haver mandado de prisão contra eles e por já haver passado o período de flagrante. Ambos deverão responder pelo crime em liberdade.
Ressalte-se que têm sido comuns casos de crimes de morte envolvendo moradores de ruas e andarilhos em Anápolis. Há dos meses foi encontrado o corpo de uma mulher às margens do Córrego Góis, a poucos metros de uma revendedora de veículos na Avenida Brasil. Também há alguns meses, foi descoberto um cadáver insepulto em um terreno onde antes funcionou uma empresa de beneficiamento de cereais, na Avenida Contorno, proximidades do Fórum Municipal. Além desses, vários outros crimes semelhantes vêm sendo anotados pela Polícia, envolvendo, principalmente, o consumo de drogas.

Autor(a): Da Redação

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