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Pacotes bancários têm diferença de até 384%

Geral Comentários 16 de novembro de 2012

Orientação do órgão de defesa do consumidor é que os clientes dos bancos pesquisem tarifas e os pacotes de serviços oferecidos pelas instituições


Com a redução nas taxas de juros incentivada pelo governo federal, os bancos começaram a compensar a perda por meio de aumento nas tarifas bancárias. Em abril deste ano, as instituições financeiras já haviam davam sinais de que poderiam usar os preços dos serviços para compensar as perdas geradas pela redução das taxas de juros, esclarece o Procon.
No entanto, o governo começou a acompanhar o valor dessas tarifas. Como o aumento acabou ocorrendo, desencadeou uma nova ofensiva do governo para reverter esse movimento. A mesma estratégia utilizada pelos bancos públicos na redução das taxas de juros, foi utilizada na redução das tarifas, iniciada pela Caixa e pelo Banco do Brasil, com o intuito de forçar os bancos privados ao mesmo comportamento.
Para verificar os valores cobrados e também esclarecer os consumidores, o Procon de Goiás percorreu de 8 a 13 de novembro, oito instituições bancárias. O órgão orienta que tais valores só são cobrados, quando ultrapassados os limites gratuitos considerados serviços essenciais, ou quando ultrapassados os serviços contratados, que constam nos pacotes de serviço padronizado pelo Banco Central do Brasil ou pelo pacote básico, criado por cada instituição bancária.
"Os serviços gratuitos são dez folhas de cheque por mês, dois extratos bancários, quatro saques, serviço de internet gratuito e também pagamento eletrônico. Esse tipo de informação não é repassado ao usuário, que precisa exigir a isenção. Também orientamos que ele busque os preços das 21 tarifas bancárias, nos sites das instituições financeiras. Sabendo desses valores, ele pode negociar com o gerente os melhores planos de acordo com o seu perfil e movimentação financeira", orienta a superintendente do Procon, Darlene Araújo.

Principais variações
O valor do extrato de um determinado período foi a tarifa com maior variação dentre todas as outras pesquisadas. Se o extrato for solicitado nos caixas eletrônicos, o preço pode variar de R$ 1,35 a R$ 5, diferença de 270%. Se o mesmo serviço for realizado nos guichês de atendimento pessoal, os preços podem chegar de R$ 1,40 a R$ 5,50, variação de 292%. Agora, essa mesma tarifa, realizada nos Correspondentes Bancários, a variação chega a 316%, pois os preços oscilaram de R$ 1,20 a R$ 5.
Dentre os serviços mais utilizados, podemos citar a diferença ocorrida no saque realizado nos TAA, onde os preços variaram de R$ 1,15 a R$ 2,10, variação de 82%. A diferença é de 92,31% no serviço de transferência por meio de DOC/TED nos TAA, onde o menor valor encontrado foi de R$ 6,50 e o maior R$ 12,50. Com relação ao pacote de serviço padronizado, a variação foi de 384,21%, onde o menor valor cobrado foi de R$ 9,50, e o maior R$ 46.
O valor médio das tarifas bancárias está mais barato, se comparado com os preços de novembro de 2011. Praticamente todos os serviços, independente do canal de atendimento (TAA, guichê de atendimento pessoal ou CB), tiveram reduções no preço médio. Dentre os destaques, a tarifa de saque nos caixas eletrônicos que passou do preço médio de R$ 2,63 para R$ 1,62, redução de 38,61%. Este mesmo serviço, nos TAA a redução foi de -16,96% e nos guichês de atendimento pessoal, o desconto foi de 11,19%. Uma transferência por meio de DOC/TED, a redução no preço médio foi de 11,59%, passando de R$ 9,73 para R$ 8,60.

Orientações gerais
Antes da contratação de qualquer pacote oferecido pelos bancos, além de se informar sobre quais serviços e a quantidade de eventos disponibilizados, o consumidor deve ter em mente que também há uma série de serviços essenciais gratuitos e avaliar. Se há ou não, necessidade de se contratar, um pacote de serviço, seja padronizado ou o básico oferecido por cada banco, diferenciadamente. Se os serviços gratuitos suprem suas necessidades, não há motivos para a contratação.
Serviços que não podem ser cobrados dos correntistas são: fornecimento de cartão com função débito, segunda via de cartão (exceto nos casos de pedidos de reposição formulados pelo correntista por perda, roubo, furto, danificação e outros motivos não imputáveis ao banco), até quatro saques por mês, duas transferências entre contas na própria instituição. E ainda dois extratos por mês com a movimentação dos últimos trinta dias, consultas via internet, compensação de cheques, até dez folhas de cheques por mês (desde que o correntista reúna os requisitos necessários à utilização de cheques, de acordo com a regulamentação em vigor e as condições pactuadas) e a prestação de qualquer serviço por meio eletrônico, quando a conta prevê a utilização.
Como há uma quantidade máxima de saques a serem realizados por mês, seja nos serviços essenciais, nos pacotes básicos ou nos pacotes padronizados, quando há um evento que ultrapasse essa quantidade, ele é cobrado separadamente. No entanto, com relação a esse serviço (saques) quando realizados em terminais de auto atendimento em intervalo de até 30 minutos, independente da quantidade de saques realizados, é considerado apenas um evento.
O pacote padronizado, criado pelo Banco Central do Brasil, e que é igual para todos os bancos, inclui a confecção de cadastro para início de relacionamento, oito saques (já incluídos os eventos gratuitos), quatro saques (já incluídos os eventos gratuitos), dois extratos do período referente ao mês imediatamente anterior e quatro transferências entre contas na própria instituição. No entanto, o banco pode, a seu critério, criar um pacote de serviço básico, com a inclusão de outras tarifas, desde de que mantenha a quantidade do serviço padronizado. (Goiás Agora)

Autor(a): Da Redação

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