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Os trunfos de Marconi Perillo

Política Comentários 05 de fevereiro de 2010

Tucano faz articulação política no interior, onde mantém base de apoio. Preparativos para uma eventual disputa com um adversário forte...e conhecido: o PMDB


Acossado por denúncias em fase pré-eleitoral, o senador pelo PSDB, Marconi Perillo, dribla as adversidades comuns a este período, usando uma de suas armas mais eficientes: a articulação política. Nas brechas que tem em sua agenda parlamentar, ele gira pelo interior conversando com as suas bases políticas. Assim, busca sedimentar a sua candidatura para a sucessão de Alcides Rodrigues e um possível retorno ao Palácio das Esmeraldas.
Governador em dois mandatos (1998 a 2002/2002 a 2006), Perillo vivenciou duas fases políticas bem distintas em sua carreira política. Na primeira disputa, era considerado um “azarão”, com o seu nome caindo nas tabelas nas pesquisas de opinião. Venceu Iris Rezende (PMDB) com pequena margem no primeiro turno eleitoral: 946.588 votos contra 914.035. No segundo turno, comemorou a vitória com 1.157.988 votos contra 1.015.340 sufrágios dados ao adversário. Em 2002, já desfrutando de uma bagagem política mais ampla e não sendo mais um “azarão” e, sim, um candidato oficial (chapa branca, conhecido jargão no meio político), Marconi disputou a reeleição tendo outro adversário do PMDB, Maguito Vilela. Desta vez, Marconi impôs uma derrota ainda no primeiro turno, conquistando 1.301.554 votos (51,2% dos votos válidos naquele pleito). Em 2006, obteve votação histórica em Goiás, concorrendo a uma cadeira no Senado Federal: mais de 2 milhões de votos.
Este retrospecto mostra, portanto, que a carreira política de Marconi Perillo tem uma trajetória ascendente e, por isso, não pode ser menosprezada pelos adversários. O cenário político atual dá indicativos de um novo confronto entre o PMDB e o PSDB. Enquanto o primeiro aposta suas fichas na grande densidade dos colégios eleitorais de Goiânia e Aparecida de Goiânia, o PSDB mira o interior, incluindo Anápolis, terceiro maior colégio eleitoral de Goiás, que teve peso decisivo nas três últimas eleições de governador. Duas com o próprio Marconi e a última com Alcides Rodrigues, que obteve votação expressiva no município, onde foi interventor, indicado por Marconi. São as voltas que a política dá.
Iris Rezende ainda não oficializou a sua intenção de se candidatar, estaria à espera de uma definição do neo-peemedebista Henrique Meirelles. Enquanto isso, tem se cacifado pela boa gestão na administração da capital. E, nas bolsas de especulação, tem-se como quase certa a sua postulação. E, se assim for, será então o segundo round de uma luta de dois grandes nomes da política goiana, na batalha pelos votos dos goianos.

Autor(a): Claudius Brito

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