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Os gargalos do desenvolvimento

Infraestrutura Comentários 28 de julho de 2011

O crescimento traz, a reboque, alguns problemas e Anápolis não foge à regra. Mas, em algumas áreas, a situação é agravada pela falta de investimentos que não foram adotados em tempo


Ao completar 104 anos, esbanjando vigor econômico, Anápolis como toda e qualquer cidade que experimenta um ritmo forte de crescimento, é obrigada a enfrentar, também, alguns problemas decorrentes desse processo. E, em muitos casos, a situação é agravada, como na infraestrutura urbana, em razão da falta de manutenção e investimentos nos equipamentos e bens de uso públicos.
Foi em razão da falta de manutenção, investimentos e planejamento, por exemplo, que os anapolinos tiveram de enfrentar, durante um bom tempo, o fechamento da Avenida Fayad Hanna nas proximidades com a Avenida Contorno, quando uma passagem sobre o Córrego Antas rodou. Os transtornos foram muitos, devido à importância daquela via para escoamento do tráfego da Avenida Brasil para o centro e vice-versa. Na mesma Fayad Hanna, nas proximidades do Terminal Rodoviário “Josias Moreira Braga”, a ponte sobre o Ribeirão das Antas, devido às fortes chuvas do início deste ano, teve a sua estrutura comprometida e o tráfego teve de ser interrompido para os reparos que duraram quase seis meses.
Há pouco tempo, duas grandes valas foram abertas nas ruas 1º de Maio e na Rua Barão do Rio Branco, devido a problemas com a antiga tubulação. E, problemas como este, deverão surgir ainda e, talvez, até com mais frequência porque o sistema é antigo e a sua recuperação implica em investimentos vultosos. O jeito é fazer as intervenções pontuais, onde, eventualmente, os problemas forem surgindo.
Outro problema que a Cidade enfrenta é em relação ao centro, onde se situa o comércio tradicional. A falta de vagas para estacionamento em horário comercial é um deles. Há muito que se fala em revitalizar a região, mas o que há por enquanto é um projeto para a reforma da Praça Bom Jesus. No entanto, já se pensou em algo mais ousado, como, nos finais de semana, transformar algumas vias em ruas de lazer, para incentivar o comércio. E, não menos importante na escala dos desafios, é a situação do comércio informal. Mesmo com os chamados camelódromos e centros comerciais construídos, ainda é grande o número de ambulantes espalhados pela região central e dando dor de cabeça aos empresários estabelecidos legalmente, que têm à sua porta concorrentes que não pagam aluguem, não recolhem impostos e pouco contribuem com a geração de empregos.

Trânsito
Todavia, o principal desafio de Anápolis na atualidade seja a questão do trânsito. A Cidade não foi planejada e no setor central, à exceção de algumas avenidas, as ruas são muito estreitas. Com uma frota de mais de 150 mil veículos em circulação, segundo o IBGE, obviamente que se trata de um “problemão” para os administradores. A Cidade conta com um transporte de massa eficiente, mas é preciso, ainda, uma mudança de cultura para que as pessoas possam deixar o veículo na garagem e andar de ônibus.
A Companhia Municipal de Trânsito (CMTT) tem adotado uma série de medidas como a proibição de estacionamento em algumas ruas para dar maior fluidez ao tráfego de veículos, como aconteceu na Rua Barão do Rio Branco, no centro. Além de mudar o sistema semafórico, inclusive, implantando a chamada onda verde.
Com recursos próprios, a Prefeitura está construindo o primeiro viaduto no perímetro urbano de Anápolis, no cruzamento entre as avenidas Universitária e Presidente Kennedy, que são duas vias sobrecarregadas devido ao acesso aos bairros da região Norte, como a Grande Jaiara - que tem um contingente populacional estimado de mais de 50 mil habitantes - e para o setor onde estão concentradas várias faculdades. A obra tem um custo de mais de R$ 9 milhões e está sendo bancada com recursos próprios do Tesouro Municipal. A previsão é construir também um viaduto no trevo da Fayad Hanna com a Brasil, este talvez um dos pontos mais críticos.
Mas o problema é, de fato, complexo, exige intervenções para o dia-a-dia, assim como planejamento para médio e longo prazos. Além, obviamente, de recursos. Na parte de planejamento, é aguardada a apresentação do Plano de Mobilidade Urbana, do qual pouco se tem conhecimento ainda. Enquanto isso é apelar para a educação no trânsito e conviver com os congestionamentos que, há alguns anos, era um problema que parecia muito distante da pacata Anápolis.

Autor(a): Da Redação

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