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Os desafios de Anápolis em 2010

Política Comentários 23 de janeiro de 2010

Para melhorar a sua representatividade política no pleito de outubro próximo, não vai bastar apenas a boa vontade dos eleitores em apostarem suas fichas nos candidatos da cidade


Para que Anápolis volte a ter uma representação política mais substancial, do ponto de vista numérico, sobretudo, na Câmara dos Deputados, alguns obstáculos terão de ser removidos. E não são fáceis. O primeiro deles é a nítida falta de novas lideranças no cenário político local. Outra barreira é o custo da eleição. Em 2006, por exemplo, o Congresso em Foco (http://congressoemfoco.ig.com.br) divulgou que os deputados eleitos declararam ter gasto, em média, R$ 507 mil. Mas, houve gastos registrados de até R$ 2,9 milhões.
Ao longo dos últimos anos, a Câmara de Vereadores que, teoricamente, deveria ser o “celeiro” de novos nomes para a Assembleia Legislativa e, mesmo, para a Câmara Federal, não revelou quase nenhum político de expressão, à exceção do atual prefeito Antônio Gomide, que foi alçado à Prefeitura Municipal, depois de cumprir três mandatos na Casa.

Os nomes
Tomando como base as quatro últimas composições do parlamento Goiano, apenas José Lopes (eleito pelo PT), foi egresso da Câmara Municipal. Naquela mesma legislatura, como companheira de bancada a deputada Onaide Santillo (então eleita pelo PP). Na 14ª. Legislatura, os dois representantes da cidade foram Onaide Santillo (PMDB) e Rubens Otoni (PT). Na 15ª. Legislatura, o município elegeu apenas uma representante; Carla Santillo (PSDB), que não cumpriu todo mandato, ao qual renunciou para assumir uma vaga de conselheira no Tribunal de Contas do Estado. A falta de representatividade só foi coberta porque Onaide Santillo, na suplência de seu partido, o PMDB, assumiu a cadeira do deputado José Gomes, eleito prefeito em Itumbiara. Na atual legislatura, Valdair de Jesus Costa foi o único representante eleito da cidade, pelo PTB.
Dos deputados estaduais, apenas Rubens Otoni (PT), se projetou para a Câmara dos Deputados e, atualmente, cumpre o segundo mandato parlamentar. Para 2010, o petista é cogitado para ser candidato à sucessão do governador Alcides Rodrigues. Mas pode, também, optar em buscar um novo mandato, ou, mesmo, tentar uma cadeira no Senado da República. Sendo esta última hipótese, dentro do cenário político, a mais distante.
Para este ano, alguns vereadores já estão se movimentando com vistas a conseguir uma cadeira na Assembleia Legislativa. Dentre os prováveis candidatos estão: o atual presidente da Casa, Sírio Miguel (PSB) e os seus pares Fernando Cunha (PSDB), Dinamélia Ribeiro (PT) e Carlos Antônio (PSC).
Fora os nomes que a Câmara Municipal deve oferecer para a disputa, outros lembrados são: os ex-prefeitos Wolney Martins (PP) e Pedro Sahium (DEM); o deputado Frei Valdair (PTB), que deve buscar a reeleição para o cargo; o presidente da Iquego, Pedro Canedo (PP); a ex-deputada Onaide Santillo (PMDB). E, ainda, os ex-candidatos à prefeitura Josmar Moura (PRP), Élber Sampaio (PSOL) e Marisa Espíndola (PSC) além do secretário estadual de Indústria e Comércio, Luiz Medeiros Pinto (PP).

Federais
Para a Câmara Federal, as opções seriam uma candidatura à reeleição de Rubens Otoni (PT) e, dentre os nomes novos, um deles seria o empresário e ex-candidato à prefeito pelo PSDB, Ridoval Chiareloto. Também é cogitado o nome do ex-prefeito Adhemar Santillo (PMDB). Pelo Democratas, o natural seria a reeleição do deputado Ronaldo Caiado, que apesar de ter Anápolis como base eleitoral, o município não é o seu principal foco. Mas, Caiado pode, também, ser candidato a vice (ou até a governador) na chapa que está sendo entabulada pelo pepista Alcides Rodrigues.
A novidade (e a expectativa) este ano fica por conta do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PMDB), que tem domicílio eleitoral em Anápolis e pode ser candidato ao Governo do Estado ou a uma vaga no Senado. Mas, sem sinalizar o rumo que irá tomar no processo eleitoral, pode até ficar fora do páreo ou para figurar como vice da provável chapa liderada por Dilma Rousseff para a sucessão de Lula. É uma hipótese não descartada, mas difícil porque há resistências dentro do seu próprio partido, o PMDB, para esta composição. Dificilmente, Meirelles se candidataria a deputado federal, cargo ao qual renunciou depois de ser eleito pelo PSDB em 2002.

Autor(a): Nilton Pereira

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