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Ordem e segurança no mais movimentado espaço público de Anápolis

Geral Comentários 20 de abril de 2012

Local por onde transitam diariamente, em média, 150 mil pessoas, considerando-se os dias úteis, a estação de passageiros do transporte urbano de Anápolis tem índice quase zero de violência


Resultado de um projeto que vem sendo desenvolvido há vários anos, o movimento de embarque e desembarque de passageiros no Terminal Rodoviário Urbano de Anápolis, tem sido copiado por administrações de várias cidades de Goiás e, até, de outros estados. É que, em muitas cidades brasileiras, as estações urbanas são, geralmente, locais geradores de conflitos, principalmente a ocorrência de crimes contras o patrimônio, tráfico de drogas e outras anomalias sociais. Em Anápolis, por conta de um trabalho conjunto envolvendo a Superintendência Municipal de Posturas, a direção da TCA (Transportes Coletivos de Anápolis), empresa que opera o sistema, com o apoio das polícias Civil e Militar, além do Juizado da Infância e da Juventude, há uma vigilância constante, o que impede a aglomeração de grupos marginais. O sistema permite, inclusive, que seja feito o monitoramento de pessoas que permanecem por mais de meia hora no interior do Terminal. Sempre que isto ocorre, um agente aborda tal indivíduo para saber se ele estaria encontrando alguma dificuldade para embarcar, ou, se estaria com outro objetivo que não seja utilizar o sistema, já que em nenhuma linha existe o intervalo superior a esse tempo. Há uma preocupação especial para com estudantes uniformizados que insistem em permanecer na área do Terminal. Estes, são constantemente abordados e orientados a seguirem para casa, ou, para a escola. Não se permitem reuniões de grupos de estudantes no interior da Estação para o procedimento conhecido por “matar aula”.
De acordo com o responsável pela fiscalização de posturas no local, o advogado Odair Borges, este tipo de vigilância tem possibilitado, por exemplo, a interceptação de pessoas armadas com todo tipo de artefato, indo desde armas de fogo; armas brancas, até as utilizadas em lutas chamadas de artes marciais. Os portadores de tais objetos, se menores, são direcionados para os comissários do Juizado que dão plantões no local e os encaminham aos pais e/ou responsáveis. Caso sejam maiores de idade, é convocada a intervenção das polícias Civil e Militar. Outro fator importante no terminal Rodoviário Urbano de Anápolis é a proibição de se vender bebidas alcoólicas. “Aqui é um local de passagem e não se justifica a pessoa ficar bebendo, em muitos casos, provocando tumultos, como ocorria no passado”, justificou Odair Borges. Segundo ele, mesmo que algum passageiro adentre ao Terminal já embriagado, esta pessoa tem o acompanhamento e é aconselhada a seguir o seu caminho. Praticamente não se observam desentendimentos entre os usuários do Terminal e quando, eventualmente, isto ocorre, há sempre alguém da administração, ou da segurança pública, para impedir desdobramentos mais desagradáveis. Outro fator que chama a atenção no Terminal urbano de Anápolis é o asseio. Os sanitários disponibilizados são limpos, seguros e confortáveis. A plataforma de embarque e desembarque tem uma equipe permanente de limpeza, não se verificando qualquer tipo de sujeira no pavimento. Até a área externa do Terminal é cuidada pelos funcionários da TCA que a mantêm limpa.
De parte da TCA, segundo o Diretor Geral, Lacy Martins, existe para todos os funcionários, incluindo motoristas; cobradores; bilheteiros, vigias e administradores, um treinamento constante nas áreas de relacionamento humano, ética e relações públicas, capacitando-os para lidarem com o público. “O passageiro é nosso cliente. Temos a obrigação de zelar bem dele”, justifica. Para Lacy Martins, as famílias de Anápolis sentem-se à vontade na utilização do sistema. “Por aqui transitam, diariamente, crianças; idosos; senhoras gestantes; pessoas com problemas de saúde, portadores de necessidades especiais e outros que precisam de atendimento diferenciado. Nosso pessoal é treinado para isto. Além do mais, funciona, ininterruptamente, um escritório administrativo para receber qualquer queixa ou reclamação do passageiro que se sentir prejudicado”, alegou.

Autor(a): Nilton Pereira

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