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Mudando os paradigmas

Edição 702 - 30 de novembro a 06 de dezembro de 2018

Certa pessoa comentou que sempre andava irritada no trânsito, sentindo-se agredida com ultrapassagens, buzinando, gesticulando, gritando, até que um dia, se viu numa daquelas situações que provocava sua natural irritabilidade. Um carro se movendo como uma tartaruga e não dando passagem a despeito de sua insistente buzina e sinal de luz. Ela já estava furiosa quando viu no carro um pequeno adesivo escrito: “deficiente! Tenha paciência!”
Aquilo mudou totalmente a situação. Sentiu-se envergonhado e queria fazer algo para se explicar, mas nada mudava seu sentimento de inadequação.
Foi então que algo interessante lhe aconteceu: Por que só se sensibilizou quando viu o adesivo? Ficou indagando: Será que sempre precisaremos de sinais para termos paciência com os outros? E se houvessem outros tipos de adesivos?

-Eu perdi meu trabalho.
-Estou lutando com um câncer.
-Estou atravessando um momento difícil.
-Estou de luto. Perdi uma pessoa querida.
-Estou financeiramente quebrado.
-Me divorciei e ainda estou tentando me organizar.

Stephen Covey relata no seu conhecido livro “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” um episódio no metrô de Nova York quando uma pessoa entrou com seus filhos, inquietos e barulhentos, atirando coisas e correndo de um lado para o outro. Sua irritação foi aumentando cada vez mais até que disse ao pai:
-Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito neles?

O homem olhou para ele como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente:
-Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer alguma coisa. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora. Eu não sei o que pensar e parece que eles também não conseguem lidar com isso.
Covey relata que, naquele instante seu paradigma mudou radicalmente. Ao entender a situação do outro, a compreensão do quadro alterou radicalmente sua atitude. Ao invés de condenar e se irritar, naquele momento ele queria ajudar e apoiar.

Autor(a): Samuel Vieira

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