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A força do MCMV

Edição 702 - 30 de novembro a 06 de dezembro de 2018

Independentemente da questão política, mais especificamente, de quem seja a “paternidade” do projeto, o programa Minha Casa, Minha Vida, desenvolvido pelo Governo Federal tem sido a “salvação da lavoura”, ou melhor, da indústria imobiliária. Os dados oficiais mostram que somente entre julho e setembro deste ano, foram edificadas 21,4 mil novas habitações, o que representou um crescimento de 30,1% em relação ao mesmo período de 2017.
Os dados remetem, ainda, a outra realidade: a construção civil é o ramo de atividade que oferece os resultados mais imediatos em um processo de recuperação da economia. O dinheiro corre mais rápido, as vagas de empregos são preenchidas com maior intensidade e a satisfação social é conseguida de forma bem mais efetiva, racional e equânime. Uma construção, por menor que seja, absorve várias modalidades de mão de obra, o que significa a contemplação de um maior contingente de trabalhadores de forma simultânea.
Voltando ao topo da questão, o programa MCMV foi responsável por mais da metade dos lançamentos imobiliários no período em referência (de julho a setembro).
Pesquisa feita em 19 regiões do País apontou que o programa federal lançou 51 por cento do total de novos imóveis. As regiões estudadas somam 19.551 novas unidades habitacionais, ou seja, 91,1% do total absoluto de casas lançadas no País, que é de 21.463. Na prática, 21,4 mil novas casas construídas pelo programa entre julho e setembro.
Entre as novas construções, o maior número de casas feitas pelo Governo foi registrado no Sudeste. Logo atrás, aparece o Sul. As regiões Centro-Oeste e Norte, ao contrário, registraram o menor número de novas habitações O cenário se repete no Nordeste.
Estes dados são extremamente importantes para a montagem dos projetos econômicos do Governo Bolsonaro e, por extensão, dos governos estaduais que tomam posse em primeiro de janeiro do ano que vem. Se o Presidente e os governadores quiserem, de fato, dar uma “injeção de ânimo” nas respectivas economias, não podem, de forma alguma, desprezar a força da indústria da construção civil. É ela que emprega desde engenheiros, arquitetos e paisagistas, a simples trabalhadores braçais, de salário mínimo. E, num país de 13 milhões de desempregados, nada melhor do que incentivar a construção de novas moradias, prédios comerciais, prédios industriais e afins. Uma boa pedida.

Autor(a): Vander Lúcio Barbosa

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