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Manoel Vanderic Filho é desse mundo, sim!

Edição 699 - 09 a 15 de novembro de 2018

Embora pai e filho, vivemos distantes e ao mesmo tempo pertos um do outro, uma vez que tanto para mim quanto para você a distância pouco importa se a gente sabe que está junto. Seres humanos únicos, apresentamos características semelhantes que podem ser explicadas pela genética e pelos anos compartilhados.
De alguma forma posso ter contribuído positivamente para a sua formação, mas certamente não sou donatário da sua clarividência. Pelas suas qualidades e pelo seu comportar, desde a infância, em todas as situações e ambitudes, você sempre pareceu não ser deste mundo.
O tempo me revelou, todavia, que você é desse mundo, sim!
É, ao gostar do que faz e ao fazer sempre bem-feito. Ao defender os preceitos da justiça e impor os rigores da lei. Ao exercer com retidão e independência a nobilitante missão que abraçou. Ao honrar a polícia. E ao valorizar sua equipe sem abrir mão da qualidade.
É, quando protege a pessoa fragilizada. Quando cuida do idoso. Quando defende o portador de necessidades especiais. Quando mobiliza campanhas humanitárias. Quando conscientiza a população sobre os direitos da terceira idade. E quando chama uma sexagenária de “minha namorada”.
É, quando cozinha e arruma a casa. Quando zela do quintal e do jardim. Quando lava o galinheiro. Quando trata dos cachorros e das galinhas. Quando rega as jabuticabeiras. Quando faz compras na feira-livre. Quando vai pro mato no final de semana. E quando busca refúgio na leitura.
É, por não perder a serenidade. Por cantar na igreja. Por cantar no banheiro. Por não deixar de ser criança. Por ser pai do pai, pai da irmã e pai do sobrinho-afilhado. E por chorar escondido.
É, ao viver, intensamente, tudo que aprendeu com sua querida e saudosa genitora, a despeito de saber que não poderá vê-la velhinha, como sonhava. Você daria tudo para abraçá-la uma vez mais. Para ter uma última conversa com ela. E para rir da rizada dela.
Não há dia em que não lembre dela. Em que o nome dela não surja de sua boca. Se cozinha lembra da comida que ela fazia. Não dorme sem orar por ela e não acorda sem sentir saudades da sua alegria antes dela partir.
Até sempre! Porque ela continuará a ser a pessoa mais importante da sua vida. Porque ela nunca deixará ser a sua áurea!
Apesar de parecer estar acima da dor, da saudade e da tristeza, você é desse mundo, sim! Nós (os outros) é que somos os diferentes a habitar o imaginário de Deus que era para ser um paraíso de iguais.

Autor(a): Manoel Vanderic

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