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Ecologicamente correto

Edição 699 - 09 a 15 de novembro de 2018

Pelo que representa para o Centro Oeste e, por que não, para o Brasil, em termos de avanços em diferentes áreas, passou-se da hora de Anápolis ter uma política avançada de preservação ambiental, de restauração do que ainda sobrou da vegetação original e, principalmente, dos veios d’água fundamentais para o equilíbrio climático. Estamos falando de uma cidade rica nos mais diferentes aspectos, dentre eles, o natural. Temos, ainda, muito a preservar, antes que se levem embora o que de mais importante restou da Anápolis antiga.
A arborização das principais praças, avenidas e ruas de Anápolis precisa ser repensada, a exemplo do que ocorreu na Praça Dom Emanuel, onde algumas velhas árvores foram retiradas. Muitas espécies têm ciclo de vida reduzido, várias delas não passam de 50, 60 anos. Então, é preciso que elas sejam substituídas, mesmo porque não são árvores nativas do Cerrado, nem da Mata Atlântica. Foram trazidas para o Brasil, principalmente da Índia, séculos atrás. Por que não trocá-las por árvores genuinamente brasileiras, como Ipê, o Jacarandá, a Cagaita e outras que são belas, de copagem e coloração perfeitas para os centros urbanos, não danificam calçadas, e nem a fiação elétrica?
Que tal se em Anápolis fosse ampliado o projeto de reciclagem dos resíduos sólidos que são produzidos às toneladas diariamente e, a estes, fosse dada a destinação correta, para o alívio do Aterro Sanitário? Isso geraria capital com a comercialização, principalmente do reaproveitamento de metais, vidros, plásticos e, até, rejeitos orgânicos para a chamada compostagem. Seria muito bom.
Anápolis necessita, também, de um trabalho mais avançado na limpeza urbana, tanto com a varrição e coleta de lixo, quanto e, principalmente, na reeducação ambiental da comunidade. Precisamos, urgentemente, aprender a manter as ruas limpas, os parques asseados, as calçadas desimpedidas. É plenamente viável dar a Anápolis uma política ambiental correta, o que coincidiria com a nova ordem político/econômica proposta para o Estado e para a União. Sem contar que, por ser uma cidade jovem, povoada por gente jovem, é plenamente justificável que se invista na sua qualidade ambiental.

Autor(a): Vander Lúcio Barbosa

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