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Rumos a seguir

Edição 695 - 12 a 18 de outubro de 2018

Viver é escolher. A cada instante somos desafiados a decidir. Geralmente são ações de pouca relevância ou impacto. Decisões cotidianas entre o levantar e o dormir. Em outras oportunidades, é precioso agir com calma e raciocínio, pesar as conseqüências, analisar o futuro, pois de acordo com o que será assentado, teremos mais ou menos transtornos.
Neste ano de 2018 testemunhamos um momento histórico. Sim, falaremos de eleições, mas de forma breve e objetiva, não se preocupem.
Após o primeiro turno de votações, o Brasil quis a reforma política e definiu quais valores nortearão o país. A maioria das Assembléias Legislativas e Congresso Nacional foram renovados. O pensamento conservador de proteção à instituição Família, resgate de valores tradicionais, como honra, dever e ética, respeito à vida da criança, seja ainda no útero da mãe ou nas escolas, resguardando-as de abusadores potenciais, fez-se presente nas urnas.
Para o cargo mais importante do país, a presidência da República, dois nomes se sobressaíram, embora um deles tenha para si todos os votos do segundo colocado acrescidos de mais outra metade dos mesmos.
Será uma batalha cruel em busca do resultado, visto que para um dos lados há o sério risco de prisão pelos maus feitos acumulados. O temor das grades destempera a consciência perturbada. Mas apesar de ser escolha das mais sérias, o rumo a seguir não demanda mais que um breve instante de racionalidade.
Num exercício de imaginação, digamos que ao final de uma rodovia exista imensa bifurcação. Dois ramos afastando-se em direções opostas. Pensemos que o piloto de nosso veículo já tenha estudado aquelas rotas. Analisado fotos áreas, colhido relatos de quem já trilhou aqueles caminhos. E constatado que a estrada da esquerda, após poucos quilômetros, termina numa ponte desabada sem perspectiva de conserto. Averiguou ainda que a estrada da direita é nova, com pouco tempo de uso, mas com as devidas permissões oficiais bem registradas em notas e documentos idôneos.
Para algumas pessoas, pontes quebradas, incompetência e fraudes, não importam, pois foram levadas a acreditar que não arcarão com os prejuízos. Prometeram-lhes uma viagem livre de custos e, quem sabe, até um extra ao final.
Entretanto, para outras, o logro é facilmente descoberto. Repudiam a desonestidade e as promessas fáceis. Para essas pessoas, o caminho é tão ou mais importante quanto o destino.
Entre a certeza de um caminho sem volta que leva inevitavelmente à morte, contraposta ao destino ainda não concretizado, mas sonhado, com a estrada bem pavimentada e iluminada, não há muito o que se decidir, apenas acelerar. Não se está contratando um chofer, os motoristas somos nós, mas elegendo o caminho mais seguro para a nação.

Autor(a): Olisomar Pereira Pires