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Uma geração perdida?

Edição 691 - 14 a 20 de setembro

O Brasil vai de mal a pior, não só no ponto de vista político/administrativo. Números constrangedores sobre a educação, publicados esta semana, dão conta de que nos últimos anos, involuímos, muito, em diferentes aspectos e um deles, com certeza o mais preocupante, é o da educação. Segundo a Organização Para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mais da metade dos brasileiros (52 por cento) entre 25 e 64 anos não têm, sequer, Ensino Médio, aquele que é avaliado pelo ENEM e que deu a Goiás o título de melhor desempenho nacional em 2017.
Para a nossa vergonha, registramos o segundo maior nível de desigualdade de renda entre os 46 países do estudo. Ficamos atrás, apenas, da Costa Rica. Depois, cobrar o quê, dessa população que não tem um nível, sequer, razoável de qualificação educacional e profissional?
Isso explica, então, os motivos pelos quais mais da metade da população nacional economicamente ativa, estar na informalidade. Ou seja: cada um brasileiro que trabalha com carteira assinada e recolhe para o sistema previdenciário, ainda colabora para um que não contribui. Daí, a qualidade de vida que mais da metade do povo brasileiro tem. Ou, a explicação de termos pelas ruas de pequenas, médias e grandes cidades, quase 13 milhões de desempregados. Definitivamente, vivemos uma geração (quase) perdida. Amargamos posições vexatórias no ranking de desenvolvimento de países que, às vezes, criticamos. A Argentina, por exemplo.
Se a questão educacional for levada ao nível superior, a desigualdade é mais gritante ainda. Neste quesito estamos em último lugar entre todos os países da América Latina. O certo é que marchamos para um destino desconhecido. Mas, há soluções, sim... Países que passaram por situações mais dificultosas deram a volta por cima. Países que foram, literalmente, arrasados por guerras, por catástrofes e por governos desastrosos se reergueram, por que o Brasil não pode, também? Há como fazer isso e o primeiro passo está a poucas semanas: eleições. Só precisamos fazer as escolhas acertadas, sem paixões, sem compadrismo, sem negociatas. Votar em quem, de fato, tem qualificação para ocupar os cargos.

Autor(a): Vander Lúcio Barbosa

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