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Maria da Penha

Edição 686 - 10 a 16 de agosto de 2018

Ao completar 12 anos de vigência, esta semana, a Lei “Maria da Penha”, que tem por finalidade básica proteger mulheres vítimas de toda sorte de violência, é vista por muitos como eficaz. Mas, há quem defenda a necessidade de mais avanços neste diploma legal, tendo em vista o alto índice de agressões sofridas por elas em todas as camadas sociais, não somente, nas comunidades antes chamadas favelas, nos bolsões de miséria. Elas, infelizmente, sofrem ataques físicos, sociais, psicológicos e econômicos em todos os setores das comunidades.
É claro que, apenas, a letra fria da lei não seria suficiente para estancar esta anomalia que atravessa os séculos. A história mostra o estigma da opressão a que as mulheres, em todo o mundo, sofrem, através das eras que se passam. Mas, não tem de ser, sempre, assim. Há a necessidade de uma reação em cadeia, um levante e um clamor para que este tipo de procedimento seja banido.
O que não dá mais é ver-se uma sociedade contaminada, onde, em muitas das vezes a mulher, ainda, é tida como objeto, como propriedade do homem, como ser inferior. Não é e, nunca foi. Por certo, no decorrer do tempo, nós, os brasileiros poderemos, até, quem sabe, dar um exemplo ao mundo, a partir do momento em que tratarmos as mulheres com o respeito e com a dignidade que elas fazem por merecer. Afinal de contas, sob todos os pontos de vista, elas são exatamente iguais aos homens. Se não forem melhores em muitas coisas.
Esquecem-se os agressores de que eles vieram do ventre de uma mulher; esquecem-se os agressores de que, em sua maioria, eles foram buscá-las no seio de suas famílias, quando eles viviam entre pais e irmãos. Esquecem-se os agressores de que ao se unirem a elas, o fizeram diante da sociedade e de Deus, juraram amor eterno, na saúde, na doença, na tristeza, na alegria, na pobreza e na riqueza. E, por um motivo torpe, sem qualquer justificativa plausível, na primeira oportunidade, agridem-nas. Ódio misturado com ira, temperado com maldade e com egoísmo. Sem faltar, claro, desamor. Assim sendo, o melhor a se fazer é apagar esta parte triste da história da humanidade e buscar-se a igualdade, de fato, entre homens e mulheres.

Autor(a): Vander Lúcio Barbosa