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O temor que vem do campo

Edição 681 - 06 a 12 de julho de 2018

Há uma preocupação procedente e justificável sobre o avanço da violência nas regiões rurais. E, Anápolis, lamentavelmente, não foge à regra. Justiça seja feita, as autoridades policiais têm dado o máximo possível para o combate a este mal, todavia, sem o sucesso pretendido, tendo em vista uma série de percalços que precisam ser expostos, avaliados e, combatidos.
Nas últimas semanas foram várias as reuniões onde se debateram propostas exequíveis de enfrentamento da situação, com a busca de procedimentos práticos para se frear a ação malévola de grupos que se aproveitam da fragilidade do homem do campo no que diz respeito à segurança, para praticarem atos inaceitáveis, sob todo e qualquer ponto de vista.
O trabalhador rural, aquele que se levanta ainda no escuro e vai para a labuta para se envolver na produção de alimentos e víveres consumidos pelos urbanos, precisa de mais amparo. Propriedades rurais de todos os portes são invariavelmente atacadas por bandos criminosos, muitos deles fortemente armados, que barbarizam ao máximo, não se contentado em, apenas subtraírem os bens duráveis ali encontrados. Há casos inenarráveis de atitudes exercidas por esses facínoras que fogem do imaginário popular. Eles aproveitam que o contato com a força policial, em caso de necessidade é demorado e o socorro custa a chegar e, se valem disso, de forma impiedosa, para molestarem mulheres, agredirem homens e roubarem o que encontram de valor pela frente.
Há de se reconhecer que são envidados esforços para a diminuição dessa síndrome apavorante. Entretanto, muitas famílias rompem a tradição de décadas, séculos até, que é ter um sítio para passarem férias, finais de semana e outras temporadas, amedrontadas que estão por conta da violência no campo. Muitas outras, apavoradas, vendem suas propriedades e vêm morar na cidade, onde, também, lamentavelmente, a segurança ainda não é lá essas coisas.
Desta forma, urge que os governos atentem para esta realidade e invistam, mais, na segurança do homem do campo. Ele não pode, mais, ficar desprotegido, abandonado, largado a esmo. Que se criem dispositivos, se encontrem recursos financeiros e se capacitem agentes para esta digna missão, que é oferecer a garantia constitucional de se protegerem os nossos camponeses. Eles merecem.

Autor(a): Vander Lúcio Barbosa

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