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Doenças misteriosas

Edição 669 - 13 a 19 de abril de 2018

O que existe de verdade e o que existe de mito em volta da polêmica criada com a gripe influenza A H1N1? E sobre a febre amarela? E sobre a dengue? E, sobre o zikavirus? E sobre a chikungunya? São perguntas que se repetem a cada instante em todos os cantos do Brasil e que não têm, a rigor, respostas definitivas e conclusivas. Cada qual fala uma coisa. E, quem perde mais com isso é a população, esta que não entende de ciência, de medicina, de termos técnicos e afins. Cidadão liga a TV, o rádio, abre o jornal e lá vêm as mais variadas informações sobre o assunto. É gente morrendo disso, gente morrendo daquilo e as autoridades pedem 30, 60, 90 dias para darem um veredito. Isto, quando dão.
É este o quadro da saúde pública no Brasil onde, lamentavelmente, o povo bate cabeça e não sabe a verdade real. Existem verdades e, verdades. E é, justamente, por isso que as especulações, as ilações, os comentários maldosos e as notícias falsas correm de boca em boca, em todos os setores da sociedade. A única certeza que existe é a de que pessoas estão morrendo. Crianças, jovens, adultos e idosos, indistintamente. Os sintomas são idênticos, parecidos, semelhantes. Febre; dores no corpo; náuseas; indisposição, vermelhidão da pele. Mas, os diagnósticos são os mais variados, o que deixa a população mais insegura ainda. É dengue? É chikungunya? É febre amarela? Nenhuma delas?
Parece que a vida está valendo, cada vez, menos. Pessoas que morrem nos hospitais, ou não, são sepultadas e as famílias continuam com a incerteza sobre o que as levou à morte. E estas incertezas, na maioria dos casos, são para sempre, porque, assim que a mídia deixa de noticiar, acaba-se, também, o interesse das autoridades do setor em esclarecerem o que, de fato, aconteceu. Seria uma onda criada para vender remédios? Seria uma forma de se desviar a atenção da sociedade dos assuntos mais graves do País? Ninguém sabe ao certo. E, se sabe, não revela.
Há quem diga que exista epidemia. Outros afirmam que se trata de surto. Já, uma parcela seguinte diz que não há motivo para pânico, enquanto fala-se, também, que a situação está fora de controle. Assim, de incerteza em incerteza, o povo brasileiro, que já sofre com outros desmandos, se vê desamparado, entregue à própria sorte.

Autor(a): Vander Lúcio Barbosa

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