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Perspectivas trabalhistas

Edição 664 - 09 a 15 de março de 2018

Finalmente, algumas boas notícias para a economia nacional. O IBGE mostrou a queda no desemprego. Também, o resultado apresentado pelo Indicador Antecedente de Emprego mostra uma tendência de recuperação do mercado de trabalho. O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas explica que a pontuação do índice chegou a 107 pontos em dezembro de 2017, e é o melhor resultado da série iniciada em junho de 2008.
O Instituto, também, verificou a situação do mercado de trabalho no Indicador Coincidente de Desemprego, que avançou 1,7 ponto chegando à marca de 100,3 pontos, maior registro desde março de 2017, quando a pontuação era de 100,6. Isto significa que o pior está passando. Este índice reflete a expectativa de melhora dos negócios e planos de contratação das empresas nos próximos meses, e que a geração de postos de trabalho deve avançar, ainda mais, ao longo do ano. É sabido que nada é mais desolador e terrível para uma família, do que o fantasma do desemprego que, lamentavelmente, assola a milhões de lares brasileiros atualmente. São mais de12 milhões de pais e mães de famílias sem colocação no mercado de trabalho.
Mas, é bom lembrar que as variações positivas não significam um mercado de trabalho farto, e, sim, um cenário ainda difícil para o trabalhador. A taxa de desemprego se mantém na casa dos 12% e a geração de vagas continua ocorrendo predominantemente no mercado informal, fator demonstrado em um mercado de trabalho, ainda, complicado.
Dados oficiais do Governo Federal apontam que o crescimento do Indicador Antecedente de Emprego aconteceu em seis das sete categorias existentes, com destaque para as que apuram a situação dos negócios para os próximos seis meses, na Sondagem da Indústria de Transformação, além da situação atual da Sondagem de Serviços.
Este levantamento, também, mostra que a classe de menor poder aquisitivo, de consumidores com renda familiar de até R$ 2,1 mil foi a que mais contribuiu para a alta, já que obteve crescimento de 9,5 pontos. O indicador fechou 2016 em 90 pontos, abriu 2017 em 95,6 e só veio a ultrapassar a marca dos 100 pontos em setembro do ano passado, o que demonstra recuperação numérica no mercado de trabalho do País.

Autor(a): Vander Lúcio Barbosa

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