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Atendimento bancário

Edição 660 - 09 a 15 de fevereiro de 2018

O respeito ao consumidor está longe de chegar a um ponto, pelo menos, aceitável neste País. Mesmo pagando por praticamente todos os serviços, a população é espezinhada em seus direitos mais rudimentares. Por exemplo, a falta de um sistema de informações para se orientarem os clientes de bancos em Anápolis é extremamente prejudicial à população. Há casos em que as pessoas ficam por vários minutos e, até, horas, em filas, sendo que o atendimento não é para aquele setor. Se colocassem uma mesa com um atendente, muita coisa se resolveria. Preocupados, apenas, com os lucros, os bancos não se importam com esses detalhes.
Outra coisa que chama a atenção é a falta de conforto para quem busca atendimento nas agências bancárias em geral. Na maioria delas não se encontra um bebedouro, muito menos um sanitário para que as pessoas necessitadas os utilizem.
Da mesma forma, quem precisa realizar alguma operação nos finais de semana e feriados, encontra as agências sem qualquer suporte de atendimento. Pessoas com deficiência motora, problemas de vistas ou outro desconforto, ficam desamparadas, embora sejam clientes. Sem contar que, no período noturno, quem busca uma agência para operações de saque, depósito, transferência ou qualquer outro serviço ofertado, tem de se virar sozinho e, ainda, enfrentar a ameaça de violência. Em sua maioria, as agências não dispõem de um guarda sequer para, pelo menos, oferecerem a chamada sensação de segurança. Esse, lamentavelmente, é o retrato do sistema bancário brasileiro, onde o objetivo é lucrar em cima da população sem dar, praticamente, nada em troca.
Isto, então, justifica os estratosféricos lucros que, diariamente, os bancos anunciam pela mídia. Ou seja, tiram o que podem e o que querem do povo e, ainda, fazem propaganda disso. Até quando isto vai durar, ninguém sabe.

Autor(a): Vander Lúcio Barbosa