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Proatividade

Edição 647- 10 a 16 de novembro de 2017

Um dos maiores desafios que empresas encontram na busca por funcionários é de pessoas a quem não seja necessário dizer tudo o que ela tem de fazer, mas que se antecipam e atuam de forma independente porque possuem disposição para agir.
Certa mulher adotou uma interessante dinâmica para escolher sua funcionária doméstica. Ela deixava a vassoura caída no chão, por onde a candidata teria de passar. Se ela se abaixasse e a colocasse num canto ou perguntasse onde deveria colocar, seria contratada; mas se pulasse ou não a notasse, não servia para a função.
O sonho de todo empregador é encontrar pessoas que descubram formas de serem mais efetivas na sua função e a quem não seja necessário dar ordem a todo momento ou explicar o processo inteiro de uma atividade que lhe é delegada. Existem funcionários medíocres, que se lhes dermos uma função eles eventualmente a cumprirão metodicamente, para não perderem o emprego, mas nunca procurarão formas de ampliarem ou melhorarem aquilo que fazem, isto sem contar aqueles que abrigam constantes suspeitas contra os patrões, e são a personificação do descontentamento e da discórdia. Fazem o mínimo exigido, e ainda reclamam de suas atividades. Não cumprem suas atividades com excelência.
Muitos são proativos, procurando sempre melhorar o que fazem.
Já leram o famoso texto de “Mensagem a Garcia”?
Em fevereiro de 1899, quando irrompeu a guerra entre Espanha e os Estados Unidos, tornou-se necessário aos americanos comunicar-se rapidamente com o chefe dos revoltosos chamado Garcia, que se encontrava numa fortaleza desconhecida, no interior do sertão cubano onde não havia acesso por correio ou telégrafo. O que fazer? Alguém então citou o nome de Rowan, que foi trazido à presença do presidente. O que surpreende é que este homem recebeu a incumbência e ninguém sabe como ele achou um invólucro impermeável, amarrou-a ao peito, e após quatro dias, saltou de um pequeno barco, alta noite nas costas de Cuba, se embrenhou no sertão para, depois de três semanas, chegar ao outro lado da ilha, tendo atravessado um país hostil e entregar a carta a Garcia.
Este texto é icônico e ilustrativo da proatividade. Ele não perguntou quem era Garcia, nem onde ele se encontrava, não lamentou a missão difícil ou impossível que lhe fora dada, mas decidiu que a tarefa precisava ser cumprida e encontrou meios de realizá-la.
Toda sociedade precisa urgentemente de homens que se dispõem a cumprir suas tarefas, não a partir do mínimo, do medíocre, da estreiteza de visão, mas com excelência, procurando sempre dar o melhor que lhe é exigido, e até mesmo além daquilo que lhe é proposto. Isto é proatividade!

Autor(a): Samuel Vieira