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Palavras

Edição 642- 06 a 12 de outubro de 2017

Eugene Peterson fez a seguinte afirmação: “palavras matam, palavras dão vida; ou são veneno, ou são fruta – a escolha é sua”.
Isto se encaixa muito bem dentro do pensamento de Tiago, um dos apóstolos de Jesus: “...a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela bendizemos ao Senhor e Pai; também com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus (...) Vede como uma fagulha põe em brasas toda uma selva” (Tg 1.8-9,5b).
Portanto, não se descuide de sua língua.
A língua abriga grandes paradoxos: tem grande poder destrutivo e por outro lado abrigar grandes elemento construtivo, e sempre tem direção: dão vida ou dão morte. Podem deprimir, destruir, massacrar; mas podem apreciar e abençoar.
As palavras matam quando são ditas de forma agressiva, ofensiva, caluniosa, egoísta, amargurada e degradante. Já conheci pessoas que sofreram durante toda sua infância e até na fase adulta por uma declaração ouvida. Algumas palavras são tão marcantes que passam a determinar comportamentos futuros, para o bem e para o mal.
Palavras também dão vida. Nesta direção encontramos todas as formas de comunicação encorajadora, edificante, confortante, unificadora e saudável. A Bíblia afirma que “como maças de ouro em salvas de prata, assim é a boa palavra dita a seu tempo”. Que figura impressionante.
Palavras dão direção. Podem trazer conforto, esperança, compreensão ou gerar medo, insegurança, desânimo, tristeza e causar divisão entre amigos. Uma palavra pode desvendar os mistérios do universo para alguém, abrir novos horizontes e compreensões e trazer muita alegria. Mark Twain afirmava que poderia viver bem por dois meses com um elogio sincero e profundo. Por outro lado, palavras podem esmagar o espírito, irritar, derribar e trazer morte.
A nossa comunicação diária influencia a forma, qualidade e direção dos relacionamentos. Isto pode se dar ao dirigir o carro, na conversa despretensiosa com o colega, ao pegar os filhos ao sair da escola, na conversa cotidiana com a esposa, durante o lazer ou na preparação de uma comida na simplicidade da cozinha. A palavra não precisa de um ambiente formal para edificar ou destruir, na verdade, na maioria das vezes ela se torna marcante em momentos de informalidade.
No livro de provérbios lemos: “A morte e a vida estão em poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto” (Pv 18.21). Portanto, faça bom uso dela, para saborear bons frutos.

Autor(a): Samuel Vieira