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Francisco de Assis, o Santo.

Edição 642- 06 a 12 de outubro de 2017

A assertiva acima é do poeta e escritor italiano Dante Alighieri (1265, Florença - 1321, Ravena), inserida na obra prima, poema épico e teológico, que unificou o idioma e a escrita da língua italiana: “A DIVINA COMÉDIA”. Na obra, Canto XI, Dante faz uma forte alusão a um cidadão de nome Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como Francisco de Assis (1.182, Assis – 1.225) dizendo que ele foi “como uma luz que brilhou sobre o mundo”.
Nestes dias de outubro dedicados a Francisco de Assis, o Santo, é-nos dado a perguntar que foi ele? Quem foi este homem franzino, que com suas vestes puídas e um cajado na mão, passou parte de sua vida pregando pelas cidades italianas? Quem foi este homem nascido de família nobre, experimentou os prazeres da vida e não se realizando, abandonou tudo e foi pregar a paz e os ensinamentos cristãos? Quem foi este homem que exaltou o Criador de todas as coisas e toda sua criação, pregou a simplicidade, a humildade, a bondade, a generosidade, a gentileza, a paz enfim; que foi canonizado Santo pela Igreja Católica apenas dois anos após sua morte?
Conta sua história que alistou-se como soldado numa guerra entre cidades italianas, (1.202), foi capturado e preso por um ano. Não desistiu!... Em 1.205, novamente foi para carreira militar. Francisco queria algo mais. Teve visões que o convidavam para alguma diferente, como enamorar o que chamou de “Dama Pobreza” com renuncia da vida rica em que vivia. A seguir, com certo escândalo, por abraçar um leproso e dizer que viu Jesus Cristo em seu lugar, inicia sua nobre missão na terra.
Vale a pena conhecer a vida e a performance deste Santo homem. Ainda que nada tivesse feito de especial nas suas andanças em nosso planeta, só sua famosa oração já teria sido suficiente para ser canonizado: “Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz/Onde houver ódio que eu leve a paz/Onde houver ofensa que eu leve o perdão/Onde houver discórdia que eu leve a união”.... Lindo demais, mudanças demais em tempos que os povos primavam pela lutas por conquistas de terras e espaços. Dante Aliguieri estava certo: São Francisco de Assis foi, realmente, uma luz que brilhou para um mundo que sempre primou pela discórdia.
Que tal seguir seus ensinamentos, iniciando pela gentileza cotidiana? O Santo afirmava: “Nada é mais forte que a gentileza”.

Autor(a): Moacir Lázaro de Melo