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Nem todos gostam de criança

Edição 642- 06 a 12 de outubro de 2017

A aproximação do Dia da Criança reaviva em praticamente todos nós, o sentimento de celebração; de alegria, de contentamento e de atividades lúdicas. Criança, nesta época, é sinônimo de pureza, de amor. É dia de dar presentes, de afagar, de derramar sobre os pequeninos, toda sorte de carinho e atenção. Afinal de contas, quem não gosta de criança?
A resposta, entretanto, pode chocar... Nem todo mundo gosta de criança. Se todos gostassem, criança não seria violentada; não seria agredida, não seria vilipendiada. Se todos gostassem de crianças, muitas delas não seriam abusadas; não passariam fome; não viveriam fora da escola; não dormiriam nas ruas; não estariam nas esquinas do mundo mendigando o pão, em muitas das vezes, negado por nós, a sociedade ‘politicamente correta’.
Se todos gostassem de crianças, elas não ficariam sem assistência médica, sem escolas decentes, sem segurança, sem amparo. E, não são, somente, aquelas das classes sociais menos aquinhoadas, que vivem em casebres, que moram nas ruas. Há crianças também sacrificadas dentro de mansões, dentro de uma estrutura social considerada padrão. Todos os dias a mídia registra casos de crianças que, de várias formas, são alvo da irracionalidade de muitos adultos.
Então, o 12 de Outubro, embora seja uma data simbólica, é, também, o momento de todos nós olharmos introspectivamente e ver o que temos feito para salvar as crianças ameaçadas. Podemos fazer alguma coisa sim. Podemos, todos nós, lutar pela proteção das crianças, sejam as das ruas, sejam as de dentro de muitas casas.
Podemos, sim, apoiar iniciativas que demandam benefícios físicos e sociais para crianças. Quantos de nós nunca visitamos uma creche, um abrigo, um orfanato? Quantos de nós nunca repartimos o pão com uma criança faminta? Quantos de nós não nos omitimos quando uma criança precisou de nosso apoio, que bateu na nossa porta suplicando por uma caridade e tiveram como resposta um não? É bom que façamos esta leitura. É bom que meditemos nisso.

Autor(a): Vander Lúcio Barbosa