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Combate à crise

Edição 634 - 11 a 17 de agosto de 2017

Embora setores do governo celebrem “o fim da crise”, não se pode deixar levar pelas aparências. Até porque, no Brasil, as crises diferem, um pouco, do que se verifica em outros países. Aqui não se sabe separar crise política de crise econômica. Melhor, não sabemos onde uma termina e a outra começa. Ou se as duas andam juntas. O certo é que temos desafios imensos pela frente. A aprovação recente da Reforma Trabalhista é festejada como a redenção da economia nacional, quando, na verdade, não é bem assim. Admite-se, entretanto, que é uma luz no fim do túnel. Mas, há outras reformas tão importantes quanto ela e que precisam ser implantadas.
Só que, não se pode falar em reforma trabalhista se não houver trabalho. E, temos, pasmem, 14 milhões de desempregados. O Brasil (por extensão Goiás e Anápolis) já viveu inúmeras outras crises político/econômicas. Algumas maiores, outras de menor impacto, duração e intensidade. Entretanto, foram crises preocupantes.
A saída de todas elas teve o fator determinante de políticas acertadas, de políticos sérios e comprometidos, além da participação imprescindível da população. Aliás, a população é que joga o principal papel nisso tudo. É ela a reguladora do consumo, das demandas e das escolhas. E, tal participação nunca foi tão importante como agora. O Brasil passa por grande turbulência, motivada, principalmente, pelos dragões da inflação e da corrupção. Cada qual mais maléfico do que o outro. Só que, o povo é mais forte.
De maneira que sair, ou não, da crise, está nas mãos sociedade. Sair da crise significa trabalho, seriedade, responsabilidade e força de vontade. Isto se consegue com dedicação, com respeito, principalmente a quem paga impostos. Os governos precisam repensar suas políticas tributárias, o Poder Judiciário precisa punir, exemplarmente, a quem transgride, a quem rouba, a quem falseia.
O povo precisa saber escolher seus representantes, precisa saber cobrar dos eleitos, precisa saber protestar quando for o caso. Em 2018 haverá eleições gerais e será o momento adequado para que a sociedade escolha o futuro deste País. Está escrito na Constituição (Artigo 1º Parágrafo Único) que “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Que assim seja.

Autor(a): Vander Lúcio Barbosa